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Lucinei

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A mais recente rodada da pesquisa CUT-Vox Populi, realizada entre os dias 27 e 31 de outubro, mostra que os parlamentares devem se preocupar e muito com a reeleição em 2018, se decidirem aprovar o fim das aposentadorias, como querem os empresários e os especuladores.

Na região Sudeste, onde estão os maiores colégios eleitorais do País – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – foram encontrados os maiores percentuais de rejeição à Reforma da Previdência proposta por Michel Temer (PMDB-SP) e apoiada por parlamentares do PSDB, DEM, PP, PSD, PRB e PP. Nesta região, 91% dos entrevistados são contra e 78% acham que se a Reforma da Previdência for aprovada, nunca se aposentarão.

O Nordeste vem em segundo lugar, com 85% da população contrária a reforma – 74% acham que não vão se aposentar se a reforma for aprovada. Em seguida, vem o Centro-Oeste/Norte, onde 82% são contra e 69% temem não se aposentar. Por último, vem o Sul, com 70% contra a reforma e 49% que acham que não vão se aposentar.

 

Mais informações aqui.

Fonte: Central única dos Trabalhadores – CUT

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A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ)  convida as trabalhadoras dos meios de comunicação  para participarem de uma pesquisa que pretende fazer o monitoramento da violência contra as mulheres jornalistas. A pesquisa é uma das ações da FIJ relacionadas ao Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, em 25 de novembro.

Para participar da pesquisa, que estará com o formulário disponível para preenchimento até o dia 21, basta acessar o link. O tempo gasto para responder não tomará mais que cinco minutos.

 

Fonte: FIJ

Foto: Fabio Braga/Folha Press

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A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) se solidarizou com jornalistas demitidos nesta segunda-feira, 13, no Sistema Verdes Mares (SVM). Informações dão conta de que entre 7 e 10 jornalistas tenham sido dispensados sem justa causa da Rádio Verdes Mares e TV Diário. O caso aconteceu somente três dias depois de passar a vigorar a Lei 13.467/2017, que desde sábado, 11, trouxe profundas transformações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), destruindo garantias históricas da Classe Trabalhadora do país.

Conforme o Sindicato, a entidade entrou em contato com o Departamento Pessoal do SVM, que se negou a informar a quantidade e os nomes dos demitidos. O Sindjorce solicitou mediação para o caso da dispensa em massa dos trabalhadores, a fim de reduzir o número de dispensas e negociar condições menos prejudiciais aos jornalistas. O que também foi negado pela empresa.

A facilitação do processo de demissão é uma das principais mudanças da contrarreforma. Em novo artigo, ficam autorizas dispensas coletivas sem negociação com sindicatos.

O Sindicato tentou incluir nas Convenções Coletivas de Trabalho – tanto de mídia impressa como de mídia eletrônica – novas cláusulas que preservassem direitos que seriam atingidos com a Reforma Trabalhista. Uma delas a que institui comissões para tratar de demissões coletivas.

O Sindicato repudiou a forma como as empresas de comunicação do Ceará tratam seus profissionais, que são desvalorizados, precarizados e atacados. Ao mesmo tempo, denunciou que os donos da mídia foram patrocinadores e são também os primeiros a usufruir do receituário do golpe trabalhista.

Saiba mais.

Com informações do Sindjorce

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Desde zero hora da terça-feira, 14, os trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) estão em greve em resposta à intransigência da empresa, que até agora apresentou uma proposta de 0% de reajuste nas cláusulas econômicas, além da retirada de direitos.

A FENAJ está solidária com a greve dos trabalhadores da EBC e participa das atividades de greve por meio de seus dirigentes, que também são dirigentes dos Sindicatos de Jornalistas de São Paulo e do Município do Rio de Janeiro. A dirigente Sueli Freitas, do Departamento de Relações Institucionais, é funcionária da EBC e está participando do movimento grevista no Rio de Janeiro. O dirigente da Executiva José Carlos Torves está acompanhando as negociações em Brasília.

A greve foi aprovada por ampla maioria em assembleias realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal e Maranhão, na sexta-feira,10. Os trabalhadores reforçaram a posição contrária a qualquer perda de direitos. Eles esperam que, com a greve, a empresa apresente uma proposta concreta de reajuste para que seja possível fechar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Essa é o terceiro movimento grevista deflagrado pelos trabalhadores. O primeiro foi em 2013 e o segundo em 2015.

A data-base das categorias é 1º de novembro. Os trabalhadores reivindicam 4% de reajuste para repor a inflação do período e perdas acumuladas. Porém, após oito rodadas de negociação, a direção da EBC não aceita reajustar nenhuma das cláusulas econômicas e afirma que não vai avançar em relação à proposta de 0%. Além dos salários, os trabalhadores ficariam sem reajuste nos benefícios como ajuda-alimentação, auxílio às pessoas com deficiência, auxílio-creche e seguro de vida em grupo.

Ainda, a direção da empresa quer retirar direitos como o vale cesta-alimentação (pago somente em dezembro e junho), a garantia de translado aos trabalhadores por questões de segurança, a complementação de auxílio previdenciário, a realização de homologações das rescisões de contrato nos sindicatos, o vale-cultura, a multa pelo descumprimento do acordo coletivo e até o fim do quinquênio para os que ingressarem na empresa.

A EBC é responsável pela TV Brasil, TV Brasil Internacional, Agência Brasil, Portal EBC, Radioagência Nacional, além de oito emissoras de rádio, como as Rádios Nacional do Rio de Janeiro e de Brasília e as Rádios MEC AM e FM. Opera também serviços como o canal de televisão NBr e o programa de rádio “Voz do Brasil”.

 

Com informações do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do RJ e Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF

Foto: Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais publicou nota repudiando e pedindo a  atenção das autoridades diante das ameaças feitas pelo presidente da Câmara Municipal de Itabirito – MG, vereador José Maria Gonçalves Santos (PSD), conhecido como Zé Maria, ao jornalista Marcelo Rebelo, articulista do site de notícias Impacto Atual.

Segundo a nota, o vereador teria ficado insatisfeito com críticas feitas pelo jornalista à sua atuação na Câmara, e por isso teria ameaçado o profissional da imprensa, ao encerrar a sessão da segunda-feira, 6.

Entre outras coisas, ainda conforme a nota, o vereador disse: “A partir de hoje minha paciência esgotou com ele. Não fala mal de mim, não, porque eu sei onde você está, eu te acho na rua, nós vamos discutir de homem pra homem. (…) Sei que hora você pega serviço, onde você guarda seu carro”.

Para o Sindicato, ameaças assim, se não passarem de bravata, representam uma clara intimidação ao trabalho jornalístico, à liberdade de imprensa e ao direito à informação. Caso se concretizem, podem incluir Marcelo Rebelo nas escandalosas estatísticas de violência contra jornalistas das quais o Brasil vem se tornando campeão mundial.

O Sindicato afirmou que os jornalistas não podem aceitar tais ameaças exigiu que elas sejam apuradas e que as autoridades não se omitam nesse caso.

Com informações do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás realiza, no auditório do Sindjor, nos dias 17 e 18 de novembro, o Congresso Estadual Extraordinário para discutir a reforma trabalhista que entrou em vigor no sábado, 11. Uma das pautas que também será discutida é a Reforma da Previdência.

No Congresso, a doutora em História Ana Lucia Silva fará a conferência de abertura, analisando a atual conjutura brasileira. A ministra Delaíde Arantes, do Tribunal Superior do Trabalho – TST, vai falar sobre a contrarreforma trabalhista e  a presidenta da FENAJ, Maria José Braga, participa do painel sobre precarização das relações de trabalho dos jornalistas,  junto com a advogada Arlete Mesquita. O presidente do Sindicato de Goiás, Luiz Spada, e o presidente da CUT estadual, Mauro Ruben, discutirão a organização dos trabalhadores diante da contrarreforma trabalhista.

Haverá também dois mini-cursos destinados a profissionais e estudantes: Comunicação e estratégia em tempos de crise, com o jornalista João Camargo Neto, diretor da João Camargo Neto relacionamento com a imprensa; e Jornalismo e desafio de novas mídias, com Frank Martins, editor de O Popular on-line.

Mais informações no Sindjor- (62) 3224.3451

Com informações do Sindjor

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A diretoria do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor/PA) assinou na quarta-feira, 8, o acordo coletivo com o grupo RBA. A presidente do Sinjor/PA, Sheila Faro, e o diretor presidente do grupo, Jader Barbalho Filho, assinaram o acordo. Estavam também presentes o diretor da RBA, Camilo Centeno, o vice-presidente do Sinjor/PA, Felipe Gillet, e Ricardo Amanajás, Secretário de Sindicalização, Registro e Fiscalização do Exercício Profissional.

Entre as propostas inclusas no acordo, e aceitas por mais de 60 jornalistas funcionários do grupo RBA, estão a concessão de 18,34% de reajuste no piso salarial dos jornalistas, que, desde 2013 – quando foi assinado o último acordo coletivo, estabelecendo um piso salarial de R$ 1.500,00 – não sofreu nenhum aumento. O reajuste do piso será incorporado ao salário, assim como os abonos que serão pagos no aniversários dos jornalistas.

Fonte: Sinjor/PA

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SindijorPR repudia exploração de imagens fortes da rebelião em Cascavel

SindijorPR repudia exploração de imagens fortes da rebelião em Cascavel
Foto: Ascom/Depen

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) repudia a veiculação de imagens da rebelião nesta quinta-feira (9) na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC), nas quais detentos aparecem exibindo cabeças decapitadas ou de corpos sendo arremessados do telhado da unidade prisional. As imagens foram mostradas por veículos de comunicação de Cascavel, no Oeste do Paraná.

A Televisão Tarobá exibiu, em TV aberta, imagens sem mosaico no jornal do meio dia, uma falta de precaução que expõe as cenas fortes a qualquer telespectador no horário do telejornal. Já os portais de notícias Catve.com e Central Gazeta de Notícias (CGN) afirmam ter recebido as imagens de terceiros sem garantir o crédito às fontes. O material publicado no site da CGN é um vídeo do interior da penitenciária onde os presos exibem uma cabeça como “troféu”. Já na Catve.com as imagens são do telhado da unidade prisional. Logo após a veiculação, as imagens passaram a circular nas redes sociais e grupos de WhatsApp.

O SindijorPR ressalta que o dever de levar informações de interesse público à sociedade não inclui a necessidade de expor tais imagens. A veiculação de cenas de pessoas decapitadas não agrega em nada ao acesso à informação, direito de qualquer cidadão. Entendemos que tal publicação não tem outra justificativa senão o sensacionalismo.

Ao exibir os conteúdos, os veículos de comunicação ferem a ética profissional. O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, em seu Capítulo III, estabelece que o jornalista “não pode divulgar informações de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes”.

Infelizmente, práticas semelhantes vêm ocorrendo com frequência na produção de parcela da mídia, especialmente veículos que não se pautam pela informação de interesse público. Eventuais abusos na exploração das imagens devem ser investigados pelo Conselho de Ética estadual.

O SindijorPR defende a liberdade de expressão, o direito do cidadão à informação, mas não compactua com o desvirtuamento do papel do jornalismo nas sociedades democráticas. Os veículos de comunicação devem ter responsabilidade pela divulgação de materiais, não devendo servir como exploração da barbárie.

Autor:Direção do SindijorPR

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A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), por meio da Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Etnicorracial e das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial e Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros dos sindicatos, vem a público manifestar total repúdio aos comentários racistas do jornalista William Waack, registrados em vídeo viralizado na internet.

De maneira ultrajante e entre risos, o jornalista atribui má-conduta a uma pessoa negra, buscando falsa justificativa na negritude. Waack atenta contra leis e normas, entre elas a Constituição Federal e o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, expressamente no artigo 6º:

I – defesa dos princípios da Declaração Universal de Direitos Humanos – incluindo a comunicação como direito humano;

XI – defender os direitos de cidadãos e cidadãs, em especial negros, entre outros;

XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.

Apesar do afastamento de Waack de suas atividades no Jornal da Globo, é mister manter o debate político acerca do racismo e da discriminação racial praticado por jornalistas, na imprensa e em veículos de comunicação. Esta é uma discussão que vem sendo historicamente desprezada pela área, impedindo a eliminação do racismo e a responsabilização de pessoas, empresas e instituições a despeito dos esforços do movimento negro e de negras e negros organizados, inclusive em instâncias sindicais de jornalistas.

Desde o ano 2000, jornalistas negras e negros estão organizados em comissões e núcleos, reagindo contra o racismo na imprensa que ocorre seja por meio da baixa presença de afrodescendentes nas redações, piores condições de trabalho decorrentes da discriminação racial e violação do direito humano à comunicação da população brasileira, especialmente da população negra. Diversas teses em congressos de jornalistas, seminários, debates, estudos e publicações, cursos e guias têm sido produzidos pela FENAJ, sindicatos e entidades parceiras como instrumentos de sensibilização e desenvolvimento de práticas inclusivas no âmbito das relações raciais no jornalismo brasileiro.

Contudo, é fundamental registrar a pouca adesão de jornalistas e a falta de respostas das empresas jornalísticas em apoiar tais iniciativas. Não é prematuro reconhecer que o caso Waack é a expressão da situação-limite que o jornalismo brasileiro enfrenta, o que demanda transformações profundas por parte de profissionais, empresas, universidades, entidades sindicais, sociedade e poder público.

A FENAJ conclama a sua categoria e a sociedade brasileira para que as mobilizações nas redes sociais frente à indignação com o caso Waack perseverem na efetivação de mudanças que jornalistas e empresas de comunicação têm evitado, ao longo dos tempos, a qual é reveladora do racismo como estruturante das relações sociais, econômicas, trabalhistas e políticas no País. Que o caso Waack, publicizado neste mês da Consciência Negra, seja o catalisador de debates e práticas que a categoria, setor de comunicação, sociedade, governo e instituições de ensino não podem mais se furtar: a eliminação do racismo sob todas as suas formas.

 

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

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Em assembleia unificada realizada na terça-feira, 7, os trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação – EBC (RJ, SP, DF e MA) decretaram, por unanimidade, o estado de greve da categoria. Após sete rodadas de negociação entre a Comissão de Negociação que representa a EBC, os sindicatos de jornalistas e radialistas e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), a empresa continua intransigente nas negociações, apresentando uma pauta de retrocessos na Campanha Salarial 2017-2018.

Na proposta, a empresa ofereceu reajuste zero para todas as cláusulas econômicas: salário, tickets, auxílio creche, auxílio deficiente e seguro de vida. Além disso, a EBC também insiste em retirar os tickets extras, o vale cultura e a multa por descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), assim como o fim do quinquênio para os trabalhadores que ingressarem na empresa.

Mudanças na complementação previdenciária, nas verbas rescisórias, nas homologações, na defesa profissional, no transporte, no abono de faltas, na contribuição assistencial e no salário educação também fazem parte do pacote de maldades apresentado pela empresa.

Por fim, a EBC ainda negou quase todas as propostas de melhorias feitas pelos trabalhadores, à exceção de algumas questões de caráter formal, como reformular a cláusula de abrangência do acordo.

Contraproposta dos trabalhadores e trabalhadoras

Na assembleia da terça-feira, as categorias reafirmaram a decisão de não aceitar nenhum direito a menos. Em todas as praças, houve grande mobilização entre jornalistas e radialistas, que se mostram profundamente insatisfeitos com a postura da empresa.

Para mostrar disposição de negociação, a assembleia aprovou enviar uma contraproposta, concentrando alguns itens da pauta de reivindicações inicial.

O índice de reajuste reivindicado para todos nas cláusulas econômicas foi reduzido para 4,5%. Os profissionais decidiram também abrir mão de várias demandas, para se concentrar na exigência de manutenção dos direitos, e em seis propostas de melhorias: a Preservação do Quadro Efetivo (cláusula que busca combater a terceirização), o Direito de Consciência, o Controle de Frequência e Jornada de Trabalho, a constituição de uma Mesa Permanente de Acompanhamento do ACT, a redução da carga horária para uma parte dos trabalhadores, e a instituição de um piso salarial no valor de R$ 3.000,00.

Nesta quinta-feira, 9, deve acontecer uma nova reunião de negociação, na qual as entidades sindicais esperam respostas da empresa que mostrem verdadeira disposição em encontrar um acordo. E na sexta-feira, 10, caso não haja avanços em favor dos trabalhadores, uma nova assembleia pode definir pela paralisação dos serviços.

Com informações dos Sindicatos de São Paulo e do Município do Rio de Janeiro.