FENAJ e sindicatos cobram fim da impunidade nos crimes contra jornalistas

FENAJ e sindicatos cobram fim da impunidade nos crimes contra jornalistas

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    ato_impunidade_internaRepresentantes da FENAJ e de 24 Sindicatos de Jornalistas do país realizaram, no dia 6 de novembro, Ato Público contra a impunidade de crime praticados contra jornalistas. O protesto, alusivo à campanha mundial contra impunidade liderada pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) foi em frente ao escritório da Presidência da República em São Paulo.

    Além de protocolar documento à presidência da república pedindo providências no combate à impunidade nos crimes contra jornalistas no Brasil, os manifestantes distribuíram panfletos à população denunciando que apenas uma em cada dez mortes de profissionais da comunicação em todo mundo é investigada, fazendo com que a impunidade seja o verdadeiro combustível da violência contra jornalistas.

    No dia anterior, na condição de vice-presidente da FIJ e de Presidente da Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (FEPALC), Celso Schröder, acompanhado de dirigentes sindicais dos jornalistas, entregou documento semelhante ao Consul Geral do México em São Paulo, José Gerardo Traslosheros Hernández. Na oportunidade foi manifestada a preocupação com a condição do México de um dos países que lideram as estatísticas de violências contra jornalistas nas Américas.

    Em nota oficial emitida no dia 2 de novembro, a FENAJ registra que somente este ano, um jornalista e três radialistas foram assassinados no Brasil e muitos outros profissionais da comunicação sofreram variados tipos de agressões. “No Brasil e em diversos países do mundo, os jornalistas têm sido vítimas de violências, em tentativas criminosas de silenciar os que têm por ofício dar voz aos diversos atores sociais que compõem cada sociedade”, registra o documento.

    A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas reivindicam do governo federal e Congresso Nacional a adoção de políticas públicas de proteção ao trabalho dos jornalistas e demais comunicadores. Entre as medidas propostas constam a criação e imediata implementação do Observatório da Violência contra Comunicadores, com o papel fundamental de receber denúncias e acompanhar as investigações de violência até a identificação e punição dos culpados.