FENAJ e Sinjorba condenam perseguição a dirigente sindical

FENAJ e Sinjorba condenam perseguição a dirigente sindical

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As diretorias da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) vem a público manifestar repúdio contra atitude de perseguição à atividade sindical, empreendida pelo Grupo A Tarde, ao advertir e impor suspensão de dois dias, incluindo hoje, Dia do Jornalista, contra a presidente do Sinjorba, Marjorie da Silva Moura. Na condição de funcionária da empresa centenária há quase 23 anos, a presidente reclamou da obrigatoriedade do uso de crachás por parte dos jornalistas diante da falta de segurança nas instalações da empresa, na qual, qualquer pessoa tem acesso a redação dos jornais A Tarde, Massa e do portal A Tarde Online, sem sofrer qualquer impedimento.

A jornalista, ao longo dos anos nos quais trabalha na empresa, já testemunhou vários casos de agressão física e moral aos colegas de redação, interpelação por pessoas estranhas e diversos furtos, um deles tendo vitimado em 2016 o diretor-geral da empresa que teve levado de sua sala um notebook pessoal. Na imprensa brasileira existem precedentes graves deste tipo de problema, o mais célebre envolvendo o escritor Nelson Rodrigues que teve o irmão Roberto Rodrigues assassinado dentro da redação do jornal A Crítica, no Rio de Janeiro.

Os jornalistas da redação reuniram-se e exigiram o recuo por parte da direção e foram recebidos por pessoas representantes de investidores que não possuem controle formal da empresa e que se recusaram a suspender a punição.

A Fenaj e o Sinjorba veem neste fato a tentativa de intimidar os jornalistas e a ação sindical em defesa dos direitos destes, que vem sofrendo com atrasos constantes de pagamento de salário (o mês de fevereiro terminou de ser pago na última quarta-feira), não recebimento do 13º salário de 2016, retenção de valores referentes a tíquetes-alimentação, planos de saúde e odontológico (não receberam os tíquetes dos meses de janeiro, fevereiro e março) e têm a prestação do plano de saúde constantemente interrompida por falta de repasse pelo grupo para estas empresas.

Além disso, a empresa vem demitindo funcionários em massa, desde julho de 2016, sem pagar as verbas rescisórias e a multa de 40%.  A diretoria do Sinjorba não vai se intimidar e continuará a atuar fortemente em todas as instâncias, Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e Justiça do Trabalho, para garantir os direitos e a segurança dos trabalhadores do Grupo A Tarde e de todos os veículos de comunicação onde atuem jornalistas.

Salvador, 07/04/2017.

Federação Nacional dos Jornalistas

Sindicato dos Jornalistas da Bahia