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Justiça colombiana considera prioritária a luta contra a impunidade na morte de jornalistas

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“A Justiça colombiana vai dar prioridade à luta contra a impunidade, da qual seguem se beneficiando os assassinos de jornalistas”, disse o procurador-geral da Colômbia, Néstor Humberto Martínez Neira, depois de uma reunião em maio com o presidente da Federação Internacional de Jornalistas – FIJ, Philippe Leruth, e a presidenta da Federação Colombiana de Jornalistas – Fecolper, Adriana Hurtado.

A luta contra a impunidade foi o tema reunião. E sobre o assunto, Leruth recordou que 90% dos assassinatos de jornalistas ficam impunes no mundo, e que essa taxa de impunidade é ainda mais alta na Colômbia. Como possíveis explicações a essa situação insuportável, fez referência a uma possível assimilação frequente dos casos de assassinatos de jornalistas em assuntos de direito comum e a ausência de juízes especializados em assassinatos de jornalistas.

Já Adriana Hurtado, preocupada com as seis mortes de jornalistas colombianos que vão prescrever em 2017, pediu informações sobre as investigações em curso e outras ações, como a subunidade dedicada à segurança de jornalistas cuja criação havia sido anunciada em 2004, mas que nada se sabe sobre sua atividade.

O procurador-geral apresentou detalhes dos desafios que a Justiça Colombiana enfrenta com o processo de paz, mas destacou que quando a Justiça decide dar prioridade à luta contra certos tipos de delitos e crimes, a taxa de resolução de casos sobe quase automaticamente.

Neira confirmou seu respaldo à liberdade de expressão e de imprensa, herdado de um pai jornalista, e anunciou que a entidade dará prioridade à luta contra a impunidade nos casos de assassinatos de jornalistas. Por isso as Direções de Políticas Públicas; de Direitos Humanos; as Direções Seccionais e a Procuradoria trabalham articuladamente para cuidar desse tema. Tanto Philippe Leruth quanto Adriana Hurtado expressaram sua satisfação por essa decisão.

A presidenta da Fecolper afirmou que a entidade organizará, em 4 e 5 de agosto, em Cartagena, na Bolívia, um debate sul americano dedicado a esse tipo de impunidade, no qual espera a participação da Procuradoria.

Com informações da FIJ

Foto: César Cárrion/Presidência Colômbia/FIJ