Manifestações contra a Reforma da Previdência tomam as ruas de todo o...

Manifestações contra a Reforma da Previdência tomam as ruas de todo o Brasil

87

Na manhã da terça-feira, 5, foram realizados atos, paralisações, fechamento de rodovias e muitas manifestações em várias capitais e cidades de todo o Brasil contra a PEC 287, que trata de mudanças de regras que vão restringir a concessão do benefício e até acabar com o acesso à aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras.

As vozes das ruas e das redes com a hashtag #NãoMexaNaAposentadoria deixaram um recado bem claro aos deputados e deputadas: “Quem votar, não volta”, se referindo as eleições de 2018 ano em que muitos deputados tentarão a reeleição.

Ainda na madrugada, sindicalistas e ativistas de movimentos sociais bloquearam a entrada de três garagens de ônibus em Aracaju. Ninguém entrava e ninguém saia.  No Maranhão, a BR 235 ficou parada e trabalhadores e trabalhadoras do campo e cidade interditaram a ponte do Bacanga, na entrada de São Luís.

No Rio Grande do Sul, as centrais sindicais não esperaram nem o dia clarear. O aeroporto foi escolhido para mandar o recado aos parlamentares que estão viajando rumo à Brasília. Os sindicalistas denunciaram a farsa do déficit e o combate a privilégios. Depois o movimento seguiu e fizeram um ato na Praça da Matriz, diante do Palácio Piratini.

“Se a Reforma da Previdência é boa por que os políticos, militares e o judiciário estão fora”, questionavam os dizeres de uma faixa em frente ao Banco Santander que estava fechado pelos bancários, no centro do Rio de Janeiroonde aconteceu um ato público, que contou com a participação dos bancários de Campos, metalúrgicos e servidores da rede estadual Faetec. Outros bancos na capital carioca também foram fechados.

Ainda no Rio, os petroleiros fizeram uma grande mobilização em Macaé, Angra e outros municípios. Os trabalhadores do Estaleiro Brasfels atrasaram a entrada no trabalho em uma hora. Nas redes sociais, os banqueiros foram denunciados.  “Não conseguirão enganar a todos o tempo todo”, se referindo as dívidas dos banqueiros com a Previdência Social e também ao interesse dos banqueiros em aprovar a reforma para vender previdência privada aos mais pobres e continuar lucrando milhões no nosso país.

Na capital de Santa Catarina, além de algumas trabalhadores e trabalhadoras terem aderido à greve, no aeroporto Hercílio Luz houve mobilização, panfletagem e diálogo com a população sobre os riscos que a aprovação da Reforma da Previdência representa para toda a sociedade. Também teve greve dos trabalhadores e das trabalhadoras químicas de Criciúma e região.

Em Fortaleza, a manifestação da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, das quais a CUT faz parte, reuniu cinco mil pessoas contra a Reforma da Previdência. “Quem vota contra o trabalhador, não volta pro Congresso. O povo tá de olho”, dizia uma das faixas erguida pela população.Em Mossoró, no Rio Grande do Norteo ato contra a Reforma da Previdência foi na Praça do Vuco vuco.

Bancários de Curitiba e região realizaram um ato no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, contra a Reforma da Previdência. O local foi escolhido para abordagem dos deputados federais que embarcam todas as terças para expediente em Brasília.

Na Paraíba, trabalhadores do Campo e da Cidade promoveram um protesto em frente ao INSS, em João Pessoa, contra o fim da aposentadoria.

 

Fonte: CUT

Foto: Rachel Chaves/CUT