Nota Oficial – 3 de Maio: Dia Mundial pela Liberdade de Imprensa

Nota Oficial – 3 de Maio: Dia Mundial pela Liberdade de Imprensa

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3 de Maio: Dia Mundial pela Liberdade de Imprensa

Jornalistas sob ameaças no Brasil e no mundo.

Hoje é o Dia Mundial pela Liberdade de Imprensa, uma data instituída pelas Nações Unidas para valorizar o Jornalismo como atividade humana fundamental para a construção da cidadania, da democracia e dos direitos humanos.

Pesquisa mundial divulgada pela FIJ – Federação Internacional dos Jornalistas mostra os ataques e a violência contra os jornalistas no mundo, o que se constitui também em atacar e agredir o Jornalismo e a Liberdade de Imprensa. Desde o início de 2017, 13 jornalistas já foram assassinados no exercício da profissão, em vários países.

Tanto no Brasil como em vários países do mundo, os jornalistas enfrentam a morte, a violência física, o assédio moral e a intimidação no exercício diário da profissão, que atingem  e ameaçam o Jornalismo independente e a qualidade da informação fornecida à sociedade. No Brasil, a existência de grupos econômicos que controlam o mercado de trabalho e a produção de conteúdos jornalísticos, muitas vezes comprometidos com interesses particulares, ameaça a própria essência do Jornalismo.

As  péssimas condições de trabalho e de salários, as demissões, a diminuição dos postos de trabalho, a mudança na organização interna das empresas de comunicação, a mudança nos processos de produção de notícias, o ataque à exigência da qualificação profissional dos jornalistas, a negação  de treinamento e atualização profissionais têm resultado numa baixa qualidade da informação veiculada. À sociedade civil e ao público têm sido negados o  conhecimento do contraditório, as várias versões e opiniões sobre os fatos, enfim, o oxigênio que alimenta a opinião pública e a democracia.

A violência crescente contra os jornalistas nas ruas e nas redações representam um ataque à liberdade de imprensa, à cidadania e às liberdades democráticas como um todo.

A FENAJ e seus Sindicatos filiados, neste dia,  também não poderiam deixar de reafirmar a posição contra o desmantelamento dos direitos trabalhistas,  principalmente das mulheres jornalistas e trabalhadoras em geral, e o desmonte da previdência social, que irão comprometer milhões de brasileiros  e as futuras gerações. Lutar pelos direitos e as conquistas dos trabalhadores, entre os quais os jornalistas, e do povo brasileiro significa, igualmente, defender o Jornalismo e sua função social, a Liberdade de Imprensa, a democracia na comunicação e a própria democracia no país e no mundo.

Federação Nacional dos Jornalistas