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Violência

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A Federação Nacional dos Jornalistas lança, no dia 12 de janeiro (quinta-feira), às 15h, no Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa 2016.  O levantamento da FENAJ, feito em parceria com os Sindicatos de Jornalistas, aponta um crescimento de 17,52% no número de casos de agressões, em relação ao ano anterior. Foram 161 casos de violência contra a categoria, 24 a mais do que os 137 casos registrados em 2015.
Produzido pela FENAJ com informações dos Sindicatos de Jornalistas desde 1998,  o Relatório de Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa é um importante instrumento de denúncia pública dos crimes cometidos contra os jornalistas no exercício de sua profissão.

Os dados relativos ao balanço de 2016 registram dois casos de assassinatos de jornalistas no exercício da profissão e  cinco assassinatos de outros comunicadores, que são citados para registro, mas não são somados aos números totais de casos de violência contra jornalistas.

As agressões físicas foram a violência mais comum em 2016, repetindo a tendência dos anos anteriores.  Houve 58 casos, nove a mais que no ano anterior. Mais uma vez grande parte das agressões físicas foi registrada em manifestações de rua. O relatório traz, ainda 26 casos de agressões verbais , 24 de
ameaças/intimidações, 5 de atentados, 3 casos de censura, 18 cerceamentos à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais, 13 impedimentos ao exercício profissional, 10 casos de prisões, detenções ou cárcere privado e duas situações de violência contra a organização sindical da categoria

Os 161 casos de violência contra a categoria vitimaram 222 jornalistas, visto que em várias ocorrências, mais de um profissional foi agredido. Consta no relatório também, como registro, o acidente com o avião da LaMia na Colômbia, que transportava a delegação da Chapecoense do qual 22 profissionais de imprensa foram vítimas fatais. Foi o acidente com o maior número de jornalistas mortos da história.

O lançamento do Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – 2016 será realizado às 15 horas do dia 12 de janeiro, no auditório do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro (Rua Evaristo da Veiga, 16/17º andar – Centro). A presidenta da FENAJ, jornalista Maria José Braga, vai apresentar os números apurados que, mais uma vez, revelam que a categoria tornou-se alvo de diversos tipos de agressões.

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bolsso_rs_internaA violência contra jornalistas não para. Nesta semana que se encerra, profissionais da imprensa foram agredidos, intimidados e ameaçados.No Rio Grande do Sul, jornalistas de diversos veículos de comunicação foram agredidos e coagidos por simpatizantes do deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ), que esteve na capital gaúcha para ministrar uma palestra. Houve confronto entre os simpatizantes do deputado e seus opositores e os jornalistas se tornaram alvo.

Após as agressões ocorridas em Porto Alegre, o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul divulgou nota denunciando a violência e questionando o número reduzido de seguranças no local.

Na cidade de Sorriso (MT), a jornalista Aline Thaís Dessbesell foi agredida verbalmente e ameaçada de morte por Fernanda Poleto Caixeta, no dia 22, na sede da Rádio Centro América, local de trabalho da profissional. Aline reproduziu notícia veiculada no portal do Poder Judiciário de Mato Grosso, dando conta da condenação de Fernanda por dano ao erário, por causa da utilização de máquinas públicas para a limpeza de terreno de sua propriedade. Na mesma ação, dois funcionários públicos foram condenados por improbidade administrativa e dano ao erário. A jornalista foi xingada de “vagabunda” e ameaçada de morte. Fernanda somente deixou o local depois da chegada da Polícia Militar, que nem mesmo a deteve. Aline registrou a ocorrência na delegacia de polícia.

Já na Bahia, o jornalista Edvaldo Alves, apresentador do Grande Jornal, da rádio Sucesso FM, da cidade de Teixeira de Freitas, está sendo intimidado, em razão das cobranças que tem feito para que crimes como homicídios, assaltos e roubos de veículos sejam investigados e os criminosos presos. A rádio já recebeu dois ofícios da Polícia Civil pedindo as gravações do Grande Jornal, incluindo de edições futuras. Edvaldo e seus colegas de jornal, jornalistas Mirian Ferreira e Rafael Vedra, entendem que os pedidos são uma tentativa de censura.

Na semana passada, jornalistas foram agredidos na cidade de São Paulo (SP) e em Recife (PE). Nos dois estados, os Sindicatos de Jornalistas saíram em defesa dos profissionais e, mais uma vez, cobraram das autoridades medidas para coibir a violência de policiais contra os profissionais da imprensa. Em São Paulo, estudantes de Jornalismo da USP divulgaram umanota de repúdio às ações da Polícia Militar contra a liberdade de expressão. Na nota, os estudantes cobram das autoridades uma investigação imparcial dos casos de desrespeito ao trabalho jornalístico, com a consequente punição dos culpados.

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ato_impunidade_internaRepresentantes da FENAJ e de 24 Sindicatos de Jornalistas do país realizaram, no dia 6 de novembro, Ato Público contra a impunidade de crime praticados contra jornalistas. O protesto, alusivo à campanha mundial contra impunidade liderada pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) foi em frente ao escritório da Presidência da República em São Paulo.

Além de protocolar documento à presidência da república pedindo providências no combate à impunidade nos crimes contra jornalistas no Brasil, os manifestantes distribuíram panfletos à população denunciando que apenas uma em cada dez mortes de profissionais da comunicação em todo mundo é investigada, fazendo com que a impunidade seja o verdadeiro combustível da violência contra jornalistas.

No dia anterior, na condição de vice-presidente da FIJ e de Presidente da Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (FEPALC), Celso Schröder, acompanhado de dirigentes sindicais dos jornalistas, entregou documento semelhante ao Consul Geral do México em São Paulo, José Gerardo Traslosheros Hernández. Na oportunidade foi manifestada a preocupação com a condição do México de um dos países que lideram as estatísticas de violências contra jornalistas nas Américas.

Em nota oficial emitida no dia 2 de novembro, a FENAJ registra que somente este ano, um jornalista e três radialistas foram assassinados no Brasil e muitos outros profissionais da comunicação sofreram variados tipos de agressões. “No Brasil e em diversos países do mundo, os jornalistas têm sido vítimas de violências, em tentativas criminosas de silenciar os que têm por ofício dar voz aos diversos atores sociais que compõem cada sociedade”, registra o documento.

A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas reivindicam do governo federal e Congresso Nacional a adoção de políticas públicas de proteção ao trabalho dos jornalistas e demais comunicadores. Entre as medidas propostas constam a criação e imediata implementação do Observatório da Violência contra Comunicadores, com o papel fundamental de receber denúncias e acompanhar as investigações de violência até a identificação e punição dos culpados.

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    ato_impunidade_internaRepresentantes da FENAJ e de 24 Sindicatos de Jornalistas do país realizaram, no dia 6 de novembro, Ato Público contra a impunidade de crime praticados contra jornalistas. O protesto, alusivo à campanha mundial contra impunidade liderada pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) foi em frente ao escritório da Presidência da República em São Paulo.

    Além de protocolar documento à presidência da república pedindo providências no combate à impunidade nos crimes contra jornalistas no Brasil, os manifestantes distribuíram panfletos à população denunciando que apenas uma em cada dez mortes de profissionais da comunicação em todo mundo é investigada, fazendo com que a impunidade seja o verdadeiro combustível da violência contra jornalistas.

    No dia anterior, na condição de vice-presidente da FIJ e de Presidente da Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (FEPALC), Celso Schröder, acompanhado de dirigentes sindicais dos jornalistas, entregou documento semelhante ao Consul Geral do México em São Paulo, José Gerardo Traslosheros Hernández. Na oportunidade foi manifestada a preocupação com a condição do México de um dos países que lideram as estatísticas de violências contra jornalistas nas Américas.

    Em nota oficial emitida no dia 2 de novembro, a FENAJ registra que somente este ano, um jornalista e três radialistas foram assassinados no Brasil e muitos outros profissionais da comunicação sofreram variados tipos de agressões. “No Brasil e em diversos países do mundo, os jornalistas têm sido vítimas de violências, em tentativas criminosas de silenciar os que têm por ofício dar voz aos diversos atores sociais que compõem cada sociedade”, registra o documento.

    A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas reivindicam do governo federal e Congresso Nacional a adoção de políticas públicas de proteção ao trabalho dos jornalistas e demais comunicadores. Entre as medidas propostas constam a criação e imediata implementação do Observatório da Violência contra Comunicadores, com o papel fundamental de receber denúncias e acompanhar as investigações de violência até a identificação e punição dos culpados.

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      grafico_violencia_2_internaEm audiência realizada na segunda-feira (3/8), representantes da FENAJ solicitaram ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, medidas para coibir a violência contra jornalistas no Brasil. Entre as reivindicações apresentadas pela Federação estão a imediata instalação do Observatório da Violência contra Comunicadores, o apoio ao Projeto de Lei de federalização das investigações de crimes contra jornalistas e orientações do Ministério aos órgãos policiais para não agressão aos profissionais de comunicação.

      A criação do Observatório da Violência contra Comunicadores foi uma das propostas apresentadas pela FENAJ e aprovadas pelo Grupo de Trabalho (GT Comunicadores), criado no âmbito do Conselho Nacional de Direitos Humanos para discutir a violência contra jornalistas e demais comunicadores, que encerrou seus trabalhos em 2014. O Relatório Anual da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – 2014, produzindo pela FENAJ, registrou 219 casos de agressões a jornalistas no ano passado, sendo três assassinatos.

      Para a FENAJ, a imediata instalação do Observatório é uma das principais medidas de combate à violência contra jornalistas e demais comunicadores, porque o órgão terá como atribuição registrar os casos de violência contra os profissionais e acompanhar as investigações, até a identificação e indiciamento dos culpados.

      Na audiência com o presidente da FENAJ, Celso Schröder, e com o diretor de Relações Institucionais da entidade, José Carlos Torves, o ministro da Justiça manifestou apoio à iniciativa da Federação e comprometeu-se em dialogar com o ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas, para avançar nos encaminhamentos com vistas à instalação do órgão.

      “Também solicitamos, mais uma vez, o apoio do Ministério ao Projeto de Lei que tramita na Câmara dos Deputados propondo a federalização da investigação de crimes contra jornalistas e à proposta de instituição de um Protocolo Nacional de Segurança aos Jornalistas”, conta o presidente da FENAJ. Segundo ele, as propostas tiveram boa receptividade do ministro José Eduardo Cardozo, que ficou de consultar as instâncias do governo federal com vistas a uma possível manifestação oficial.

      Outra demanda apresentada pela Federação foi o pedido de uma manifestação do Ministério da Justiça aos órgãos policiais para a não agressão aos jornalistas. Isto porque, principalmente no ano passado, houve grande número de registros de agressões aos profissionais de comunicação na cobertura de mobilizações sociais. Em 70% dos casos as agressões foram praticadas por policiais e 30% delas partiram de integrantes das manifestações.

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        marivaldo_internaMarivaldo Filho, editor de política do site Bocão News, foi covardemente agredido por policiais militares no sábado (04/07), quando saia de uma festa de aniversário no bairro do Bonfim, em Salvador. O Sindicato dos Jornalistas da Bahia emitiu nota de repúdio e encaminhou denúncia do caso a órgãos nacionais e internacionais.

        O jornalista saia de uma confraternização e presenciou a agressão física sofrida por um colega que colocou um copo de cerveja sobre o carro de um PM à paisana, que estava acompanhado de outros policiais fardados. “Indignado com o que vi, resolvi tirar uma foto da viatura”, contou em texto publicado no Facebook.

        Ao perceber que a situação era registrada, um dos policiais o abordou e, aos gritos, mandou ele apagar a foto. “Respondi que não apagaria porque não tinha feito nada de errado. Ele perguntou se eu era advogado do rapaz agredido. Respondi que era jornalista. Foi a senha para o terror começar”, relatou Marivaldo.

        Após ser preso por desacato e desobediência, ele foi agredido com socos na cabeça. Um policial tentou fazer com que ele desbloqueasse o celular para apagar a foto. Não conseguindo, agrediu o jornalista com um objeto que provocou um ferimento profundo. ” Insatisfeito por eu não estar conseguindo acertar a senha, o policial pegou um objeto do chão (que acredito que tenha sido uma pedra) e socou com o objeto pontiagudo em minha cabeça”, conta o profissional, que foi algemado, colocado numa viatura e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Roma, onde recebeu uma sutura com oito pontos na cabeça. Depois ele foi conduzido à Central de Flagrantes da Polícia.

        O jornalista fez exame de corpo de delito e encaminharia o caso à Corregedoria da Polícia Militar. “Continuarei lutando contra o que é injusto. O que aconteceu comigo não é um fato isolado. Acontece aos montes nos bairros pobres e continuam invisíveis. Como comunicador, como cidadão, tenho a obrigação moral de não me calar e cobrar uma posição do Estado e irei tomar todas as medidas judiciais cabíveis”, disse.

        Para o Sindicato dos Jornalistas da Bahia classificou a brutalidade da agressão como “ferocidade própria de jagunços”. Segundo a entidade, as intimidações e agressões de policiais fardados “se tornaram uma prática corriqueira nos momentos em que a atividade profissional do jornalista choca-se contra interesses escusos daqueles que agem sob o manto de uma corporação, mas que desonram sua farda e até os conceitos mais básicos de civilidade”. O Sindicato cobrou ações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia e do Comando da Polícia Militar da Bahia para que o caso não fique impune.

        A agressão sofrida por Marivaldo Filho foi denunciada à Associação Bahiana de Imprensa, Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia, Federação Nacional dos Jornalistas, Federação Interamericana de Imprensa, Organização Internacional do Trabalho, Anistia Internacional, ONU e a órgãos de imprensa.

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          A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e os Sindicatos dos Jornalistas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com apoio dos Sindicatos do Paraná e do Norte do Paraná/Londrina, manifestam indignação e protesto pela atitude do Grupo RBS que anunciou, nesta segunda-feira (4), um processo de demissão em massa de 130 trabalhadores, principalmente do segmento de jornais impressos, ao mesmo tempo em que o seu presidente, em comunicado aos “colaboradores”, gaba-se do excelente momento vivido pela empresa. Além de denunciar internacionalmente este ato de irresponsabilidade, acionaremos a Justiça para assegurar os direitos dos trabalhadores.

          A insensibilidade do Grupo não se manifestou somente no comunicado feito nesta segunda-feira, mas já vem se verificando há meses, com a demissão de dezenas de profissionais, muitos deles com mais de 20 anos de serviços prestados.

          Sob o argumento de preservação do seu projeto empresarial, o Grupo RBS opta, sem qualquer desfaçatez, por desprezar o impacto social de suas iniciativas e mandar centenas de “colaboradores” para o olho da rua. Ao que tudo indica, o Grupo caminha aceleradamente para o sonho que alimenta há tempos: fazer “jornalismo” sem jornalistas e, de quebra, distanciar-se de sua atividade-fim, fechando jornais e ampliando seu “vínculo” com o leitor por meio da venda de vinho e cerveja pela internet.

          O comunicado do diretor presidente do Grupo RBS aos funcionários soa como um deboche. Ao enfatizar que a RBS não passa por uma crise financeira, ele afirma que as 130 demissões são necessárias para buscar maior produtividade e eficiência, “principalmente na operação de jornais”. Para bom entendedor, significa ampliar o lucro com a redução de pessoal e sobrecarga de trabalho aos que permanecerem no quadro de funcionários.

          Destaque-se que em nenhum momento o Grupo RBS procurou as entidades representativas dos trabalhadores para discutir alternativas que evitassem os cortes de pessoal.

          Os quatro Sindicatos de Jornalistas do sul do país estão, neste momento, em negociação salarial com as empresas do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Nos três estados, o comportamento patronal tem sido semelhante, marcado pela intransigência, pelo desrespeito e pela desvalorização do trabalho dos jornalistas. Os patrões espalham o terror, com ameaças e efetivação de cortes como esses ocorridos no Grupo RBS, buscando desmobilizar a categoria e obrigá-la a se sujeitar a salários e condições de trabalho aviltantes.

          Em repúdio e protesto especialmente contra a demissão em massa anunciada nesta segunda-feira pelo Grupo RBS, os quatro Sindicatos do sul, sob a liderança da FENAJ, já organizam um grande ato unitário para as próximas semanas, reunindo as entidades e jornalistas de toda a região.

          A FENAJ, o SINDJRS e o SJSC também já buscam, na Justiça, reverter as demissões imotivadas, garantir os direitos dos trabalhadores, além de outras medidas contra a política de terror que se instaurou no Grupo RBS, principalmente nos últimos meses.

          Brasília, 5 agosto de 2014.

          Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
          Sindicatos dos Jornalistas do Rio Grande do Sul – SINDJORS
          Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina – SJSC
          Sindicato dos Jornalistas do Paraná – Sindijor PR
          Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná/Londrina

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            foto_poa_internaAs agressões à imprensa na cobertura de protestos repetem, apesar das inúmeras manifestações das entidades sindicais dos jornalistas. A FENAJ e os Sindicatos da categoria prosseguem denunciando os atos de violência e cobrando das autoridades medidas de proteção aos profissionais no exercício de suas funções.

            O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul publicouorientações aos profissionais nas coberturas de protestos.

            A entidade lamentou o episódio ocorrido no dia 12 de junho, quando manifestantes promoveram uma série de ataques ao patrimônio público e privado. Durante a cobertura do protesto, o repórter fotográfico Ricardo Giusti, do jornal Correio do Povo, foi atingido por um artefato explosivo.

            No dia 13, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo protestoupelos casos registrados de agressão a jornalistas e cerceamento do direito ao trabalho durante cobertura dos protestos de rua realizados por ocasião da abertura da Copa do Mundo, no entorno da Arena Corinthians. A entidade criticou a postura da Polícia Militar, que novamente lançou bombas de efeito moral que ocasionaram ferimentos em profissionais de imprensa.

            O Sindicato dos Jornalistas do Ceará condenou, em nota emitida no dia 20, a agressão ao jornalista Yago Gurjão, do Coletivo Nigéria, na quinta-feira (12/06), quando cobria os acontecimentos no entorno da Fifa Fan Fest, no Aterro da Praia de Iracema (Fortaleza/CE).

            Já no dia 18, quando a FFENAJ emitiu nota cobrando das autoridades a garantia de segurança aos profissionais de imprensa, o Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco repudiou
            a forma violenta com que a Polícia Militar de Pernambuco cumpriu a ação de reintegração de posse do terreno localizado no Cais José Estelita, no Bairro de São José, no Recife. As agressões atingiram ativistas de movimentos sociais e profissionais de imprensa.

            Além de condenar episódios anteriores de violências contra jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de janeiro emitiu, no dia 24 de junho, nota cobrando das autoridades o fim do cerceamento ao trabalho de jornalistas no entorno do Maracanã.

            Também no dia 24, o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, que já havia emitido recomendações de segurança aos profissionais na cobertura da Copa, abrigou um ato organizado por mais de 80 entidades que denunciou a prisão da ativista da Mídia Ninja Karinny de Magalhães em manifestação de protesto em Belo Horizonte.

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            A Federação Nacional dos Jornalistas faz um alerta à sociedade brasileira: as agressões a profissionais de imprensa, que no Brasil vêm se tornando corriqueiras, são expressões de uma inaceitável escalada de violência e constituem um perigoso ataque às liberdades democráticas no país. A FENAJ repudia as agressões registradas no dia 12 de junho e conclama as autoridades à tomada de medidas que assegurem a integridade física e o direito ao trabalho dos jornalistas brasileiros, estrangeiros e demais profissionais de comunicação.

            No dia 12 de junho, que marcou a abertura da Copa 2014, registraram-se, em São Paulo, agressões contra Shasta Darlington, repórter da CNN, Barbara Arvanitidis, produtora da CNN, Douglas Barbieri, assistente de câmara do SBT, Rodrigo Abd, repórter fotográfico da Associated Press e, em Minas Gerais, contra Sérgio Moraes, repórter fotográfico da Agência Reuters. Houve registros, também, do assalto a uma equipe do SBT, que teve um carro depredado durante um protesto na Zona Leste de São Paulo (SP) e depredações de duas agências de notícias internacionais por parte de manifestantes em outras praças.

            As imagens das agressões aos profissionais não permitem identificar uma ação deliberada da polícia contra os profissionais da imprensa. No entanto evidenciam, mais uma vez, o despreparo da Polícia Militar, especialmente em São Paulo, em sua ação em manifestações e protestos populares, gerando uma insegurança pública inadmissível.

            Já os atos de depredação, deslegitimam qualquer objetivo de denúncia e reivindicação social. O vandalismo nada gera de positivo, só reforça a máxima de que violência gera violência. Neste tipo de ambiente a democracia não prospera. A crítica que qualquer cidadão porventura tenha à linha editorial de um veículo de comunicação não é argumento para impedir que os trabalhadores de imprensa exerçam suas funções profissionais.

            A FENAJ reitera a solicitação já feita várias vezes para que o Ministério da Justiça oriente as polícias a assegurarem a integridade física dos profissionais de imprensa e da população nas ações de segurança em protestos, manifestações sociais e conflitos. Não às agressões e violações de direitos!

            Respaldamos a manifestação da Federação Internacional dos Jornalistas quanto às agressões registradas no dia 12 de junho no Brasil e, mais que isso, reafirmamos as reivindicações dos jornalistas brasileiros da urgente tomada de medidas de combate às agressões contra os jornalistas, como a criação do Observatório da Violência contra Comunicadores, a aprovação do PL 1078/2011, que prevê a federalização das investigações de crimes contra jornalistas e a assinatura de um Protocolo Nacional de Segurança no qual as empresas de comunicação garantam a seus profissionais condições de segurança nas coberturas de risco.

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              protesto_copa_internaA Federação Nacional dos Jornalistas faz um alerta à sociedade brasileira: as agressões a profissionais de imprensa, que no Brasil vêm se tornando corriqueiras, são expressões de uma inaceitável escalada de violência e constituem um perigoso ataque às liberdades democráticas no país. A FENAJ repudia as agressões registradas no dia 12 de junho e conclama as autoridades à tomada de medidas que assegurem a integridade física e o direito ao trabalho dos jornalistas brasileiros, estrangeiros e demais profissionais de comunicação.

              No dia 12 de junho, que marcou a abertura da Copa 2014, registraram-se, em São Paulo, agressões contra Shasta Darlington, repórter da CNN, Barbara Arvanitidis, produtora da CNN, Douglas Barbieri, assistente de câmara do SBT, Rodrigo Abd, repórter fotográfico da Associated Press e, em Minas Gerais, contra Sérgio Moraes, repórter fotográfico da Agência Reuters. Houve registros, também, do assalto a uma equipe do SBT, que teve um carro depredado durante um protesto na Zona Leste de São Paulo (SP) e depredações de duas agências de notícias internacionais por parte de manifestantes em outras praças.

              As imagens das agressões aos profissionais não permitem identificar uma ação deliberada da polícia contra os profissionais da imprensa. No entanto evidenciam, mais uma vez, o despreparo da Polícia Militar, especialmente em São Paulo, em sua ação em manifestações e protestos populares, gerando uma insegurança pública inadmissível.

              Já os atos de depredação, deslegitimam qualquer objetivo de denúncia e reivindicação social. O vandalismo nada gera de positivo, só reforça a máxima de que violência gera violência. Neste tipo de ambiente a democracia não prospera. A crítica que qualquer cidadão porventura tenha à linha editorial de um veículo de comunicação não é argumento para impedir que os trabalhadores de imprensa exerçam suas funções profissionais.

              A FENAJ reitera a solicitação já feita várias vezes para que o Ministério da Justiça oriente as polícias a assegurarem a integridade física dos profissionais de imprensa e da população nas ações de segurança em protestos, manifestações sociais e conflitos. Não às agressões e violações de direitos!

              Respaldamos a manifestação da Federação Internacional dos Jornalistas quanto às agressões registradas no dia 12 de junho no Brasil e, mais que isso, reafirmamos as reivindicações dos jornalistas brasileiros da urgente tomada de medidas de combate às agressões contra os jornalistas, como a criação do Observatório da Violência contra Comunicadores, a aprovação do PL 1078/2011, que prevê a federalização das investigações de crimes contra jornalistas e a assinatura de um Protocolo Nacional de Segurança no qual as empresas de comunicação garantam a seus profissionais condições de segurança nas coberturas de risco.

              Brasília, 13 de junho de 2014.
              Diretoria da FENAJ.