Trabalhadores da EBC entram em estado de greve contra intransigências da empresa

Trabalhadores da EBC entram em estado de greve contra intransigências da empresa

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Em assembleia unificada realizada na terça-feira, 7, os trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação – EBC (RJ, SP, DF e MA) decretaram, por unanimidade, o estado de greve da categoria. Após sete rodadas de negociação entre a Comissão de Negociação que representa a EBC, os sindicatos de jornalistas e radialistas e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), a empresa continua intransigente nas negociações, apresentando uma pauta de retrocessos na Campanha Salarial 2017-2018.

Na proposta, a empresa ofereceu reajuste zero para todas as cláusulas econômicas: salário, tickets, auxílio creche, auxílio deficiente e seguro de vida. Além disso, a EBC também insiste em retirar os tickets extras, o vale cultura e a multa por descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), assim como o fim do quinquênio para os trabalhadores que ingressarem na empresa.

Mudanças na complementação previdenciária, nas verbas rescisórias, nas homologações, na defesa profissional, no transporte, no abono de faltas, na contribuição assistencial e no salário educação também fazem parte do pacote de maldades apresentado pela empresa.

Por fim, a EBC ainda negou quase todas as propostas de melhorias feitas pelos trabalhadores, à exceção de algumas questões de caráter formal, como reformular a cláusula de abrangência do acordo.

Contraproposta dos trabalhadores e trabalhadoras

Na assembleia da terça-feira, as categorias reafirmaram a decisão de não aceitar nenhum direito a menos. Em todas as praças, houve grande mobilização entre jornalistas e radialistas, que se mostram profundamente insatisfeitos com a postura da empresa.

Para mostrar disposição de negociação, a assembleia aprovou enviar uma contraproposta, concentrando alguns itens da pauta de reivindicações inicial.

O índice de reajuste reivindicado para todos nas cláusulas econômicas foi reduzido para 4,5%. Os profissionais decidiram também abrir mão de várias demandas, para se concentrar na exigência de manutenção dos direitos, e em seis propostas de melhorias: a Preservação do Quadro Efetivo (cláusula que busca combater a terceirização), o Direito de Consciência, o Controle de Frequência e Jornada de Trabalho, a constituição de uma Mesa Permanente de Acompanhamento do ACT, a redução da carga horária para uma parte dos trabalhadores, e a instituição de um piso salarial no valor de R$ 3.000,00.

Nesta quinta-feira, 9, deve acontecer uma nova reunião de negociação, na qual as entidades sindicais esperam respostas da empresa que mostrem verdadeira disposição em encontrar um acordo. E na sexta-feira, 10, caso não haja avanços em favor dos trabalhadores, uma nova assembleia pode definir pela paralisação dos serviços.

Com informações dos Sindicatos de São Paulo e do Município do Rio de Janeiro.