Urgência em tramitação da Reforma Trabalhista é barrada na Câmara

Urgência em tramitação da Reforma Trabalhista é barrada na Câmara

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A tentativa do Governo Temer de tramitar em caráter de urgência a Reforma Trabalhista (PL 6787/16) foi rejeitada pelo Plenário da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 18. Para que fosse aprovada a urgência, seriam necessários 257 votos, porém 230 foram favoráveis, 163 contrários e uma abstenção.

Se tivesse ocorrido a aprovação do requerimento, possibilitaria que a reforma trabalhista já fosse analisada na próxima quarta-feira, 26. Mas com a derrota do Governo na Câmara, o PL 6787/16 precisará seguir os prazos regimentais na comissão que analisa o tema.

Essa foi mais uma vitória das entidades sindicais e demais segmentos populares da sociedade, que tem se mobilizado para barrar o desmonte da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e da Seguridade Social. Na tarde desta terça-feira, centenas de policiais, de vários Estados, ocuparam o prédio da Câmara dos Deputados em protesto contra as perdas de direitos.

No mesmo dia, as estaduais da Central Única de Trabalhadores – CUT da Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe realizaram atos nos respectivos aeroportos, no momento em que os deputados de cada Estado embarcavam para Brasília. A intenção era pressionar os parlamentares para votarem contra a Reforma Trabalhista.

Greve geral

As centrais sindicais brasileira estão unidas para a organização de uma greve geral da classe trabalhadora, contra a reforma da previdência, a reforma trabalhista e a terceirização propostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer.

Todas as categorias profissionais são chamadas a parar no dia 28 de abril. A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) orienta seus Sindicatos a mobilizarem suas bases para que os jornalistas também participem da paralisação. “A greve será decisiva para mostrarmos que não admitimos o retrocesso histórico que está sendo proposto pelo governo golpista”, afirma a presidenta da FENAJ Maria José Braga.

Com informações da Agência Câmara de Notícias, Agência Brasil e Central Única de Trabalhadores – CUT

Foto: J.Batista/Câmara dos deputados