Até quando as autoridades vão manter impunes golpistas e agressores de jornalistas?

197

Falta um mês para 2022 acabar. E, lamentavelmente, pela oitava vez neste ano o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Federação Nacional dos Jornalistas publicam nota de repúdio à violência sofrida por jornalistas do Rio de Janeiro no exercício profissional. As vítimas de novembro são um repórter e uma repórter cinematográfica do UOL Notícias, cercados e agredidos enquanto faziam uma reportagem no acampamento montado por terroristas na frente da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende.

A equipe só conseguiu sair do local sob escolta de dois policiais, que precisaram ir no carro da reportagem para garantir a segurança de ambos, uma vez que os agressores seguiam em seus próprios carros perseguindo os jornalistas. A ação dos policiais foi a única providência tomada pelas autoridades competentes. Os agressores, em todas as ocasiões, seguem impunes.

Até quando?

O país está farto do espetáculo golpista que, desde a vitória de Lula no segundo turno, é produzido diante de quartéis em várias cidades brasileiras e nas rodovias do país. Trata-se de uma sucessão de crimes contra a Constituição, de agressões a cidadãos e cidadãs, de perseguição aos jornalistas que cobrem as manifestações golpistas, sem que nenhum dos criminosos seja sequer detido.

A impunidade dos agressores não nos fará calar nem retroceder. Continuaremos a cobrar segurança dos profissionais e punição exemplar aos que insistem em desafiar a lei, a Constituição, a democracia, a liberdade de imprensa e o resultado das urnas.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro – SJPMRJ

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ