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Estudo em 12 países expõe abismo de gênero no comando das redações, com Brasil ‘na lanterna’

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É o que mostra a pesquisa anual do Instituto Reuters para Estudos de Jornalismo, publicada durante as celebrações pelo Dia Internacional da Mulher, examinando a situação de gênero em 240 redações dos principais veículos de 12 países.

Apenas 21% dos 179 principais editores são mulheres, apesar de elas representarem cerca de 40% da força de trabalho no setor. No ano passado, a participação era de 22%.

 

No Brasil a situação é ainda pior do que a média geral: apenas 7% dos principais editores são mulheres. As profissionais perderam espaço: a taxa era de 12% ano passado.

Em 11 dos 12 mercados, a maioria dos principais editores são homens, inclusive em países onde elas os superam em número de  jornalistas em atividade.

Nenhum dos mercados pesquisados tem um número de mulheres maior do que de homens liderando as redações principais.

A melhor situação é a dos EUA. Metade das redações principais é liderada por uma mulher, contra 47% no ano passado. A líder anterior, a África do Sul, foi a que apresentou a queda mais drástica no levantamento deste ano.