Nota oficial: Os jornalistas e as ameaças em atos antidemocráticos

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Desde o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, manifestantes descontentes com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm se reunido em quartéis, batalhões e outros locais, muitos deles defendendo pautas antidemocráticas, como intervenção militar. A maior parte dos veículos de imprensa do país e da região, como Londrina e Maringá, têm feito a cobertura enfatizando o caráter golpista de tais pautas, que atentam contra a Constituição Federal.

Por esse mesmo motivo, há também veículos que optaram por não pautar a cobertura das manifestações. A decisão é particular de cada empresa e aos e as jornalistas cabe atuar com ética, respeito e dentro das determinações apresentadas.

No entanto, chegaram ao conhecimento do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná (Sindijor Norte PR) intimidações a jornalistas durante tais coberturas em municípios de sua base de atuação. Também recebemos desabafo de um profissional, ameaçado por um “cidadão de bem”, via telefone, pelo fato da empresa em que trabalha não estar cobrindo as manifestações.

Impossível controlar as reações dos manifestantes diante do cenário de demérito da imprensa que paira entre alguns grupos extremistas. Por isso, solicitamos que as empresas reforcem as orientações de segurança para seus profissionais e forneçam todo o apoio necessário em caso de agressões.

Este coletivo sindical repudia tanto atitudes golpistas quanto intimidações e agressões à categoria durante exercício profissional. Jornalistas reportam a realidade dos fatos à população dentro da ética e dos princípios constitucionais democráticos.

Coletivo de Diretores do Sindijor Norte PR