São tarefas dos jornalistas “informar, formar e organizar”, diz o coordenador do MST

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Abertura contou com falas da presidenta da FENAJ, Maria José Braga, e da diretora do Sindicato dos Jornalistas do Município do RJ, Virgínia Berriel

Iniciou na sexta-feira, 17 de setembro, o 39° Congresso Nacional dos Jornalistas. A abertura do evento ficou por conta de uma palestra do integrante da coordenação nacional do MST, João Paulo Rodrigues. Ele fez uma análise da conjuntura sociopolítica brasileira e destacou que são tarefas dos jornalistas “informar, formar e organizar”. Ele disse que é preciso avançar na formação política para o enfrentamento das ações contra os interesses dos trabalhadores e da democracia. Para tanto, ressaltou a importância da difusão de conhecimentos, a organização de processos coletivos e a luta permanente.

Apontou como eixos dos movimentos progressistas: cuidar das pessoas (frente o desemprego, a fome, as perdas e crise emocional); a unidade política, sem cassar inimigos dentro do próprio campo progressista; cuidar das bases com atenção aos movimentos populares e sindicais; atuar para construir maioria na sociedade e pensar e cuidar nos processos eleitorais como tarefas cotidianas.

João Paulo defendeu a superação das pequenas divergências que possam ocorrer no campo das esquerdas, para ser possível o enfrentamento ao bolsonarismo. Propôs  ações que incluem concentrar a comunicação em palavras de ordem como “fora Bolsonaro” e abordar  temas como a carestia de produtos, como comida, gás e gasolina; o desemprego e a fome. Levar ainda para as ruas “pautas bombas” que estão em discussão no Congresso e explicar à população o que está em debate.

Apresentou, ainda, um calendário de atividades, que começa com manifestações de rua em todo o país nos dias 2 de outubro e 15 de novembro. Atos que deverão ser amplos, para além do campo das esquerdas. Além desses, listou atos no dia 16 de outubro, contra a fome, no Dia Internacional dos Alimentos, e no dia 20 de novembro, no dia da Consciência Negra, em memória de Zumbi dos Palmares.

Participam do Congresso 66 delegados, representando 16 Sindicatos de Jornalistas filiados à FENAJ, além de profissionais e estudantes.  É o fórum máximo de deliberação dos jornalistas e tem como objetivo geral fortalecer o Jornalismo e a profissão de jornalista no Brasil.

Em sua 39ª edição,  evento te apoio da Fundação Friedrich Ebert (FES), Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), Associação dos Funcionários do BNDES (AFBNDES), Federação Única dos Petroleiros (FUP), Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e da TIM.

Maria José Braga e Virgínia Berriel durante a abertura do 39° Congresso Nacional dos Jornalistas

Confira a programação do sábado (18/09)

9h às 10h30 – Painel Redes Digitais: reflexão ou adesão?

Sérgio Amadeu da Silveira é graduado em Ciências Sociais, mestre e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Integrou o Comitê Gestor da Internet no Brasil (2003-2005 e 2017-2020).

Janara Nicoletti é jornalista, mestre e doutora em Jornalismo. Pesquisadora no Observatório de Ética Jornalística (objETHOS), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPGJOR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Mediação: Guto Camargo (FENAJ)

10h30 às 12h – Painel Plataforma Mundial por um Jornalismo de Qualidade e Taxação das Plataformas Digitais

Maria José Braga é presidenta da FENAJ e integrante do Comitê Executivo da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ).

Dão Real Pereira dos Santos é vice-presidente do Instituto Justiça Fiscal e membro do coletivo Auditores Fiscais pela Democracia.

Zuliana Lainez é vice-presidenta da FIJ, presidenta da Federação de Periodistas da América Latina e Caribe (Fepalc) e secretária-geral da Associação Nacional de Jornalistas do Peru (ANP).

12h às 13h30 – Intervalo para almoço
14h às 17h – Plenária Deliberativa