Sindjorce e FENAJ repudiam violência contra jornalistas em escola estadual

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vêm a público repudiar o episódio de violência e tentativa de cerceamento ao livre exercício profissional da categoria, ocorrido na última sexta-feira (06/05), com a equipe da TV Verdes Mares na EEEP Profa. Marly Ferreira Martins, em Caucaia.

Os profissionais, um repórter e um repórter cinematográfico, estavam noticiando a denúncia de que haveriam bichos (larvas) na merenda escolar, quando uma pessoa (ainda não identificada pela Secretaria Estadual de Educação) começou a agredir verbalmente a equipe. O agressor chegou, por duas vezes, a empurrar a câmera da reportagem. Além disso, o homem xingou os profissionais de “bostas e sensacionalistas”.

Para o Sindjorce e a FENAJ, é inadmissível que profissionais sejam atacados e ameaçados ao realizar seu trabalho, em um claro movimento de intimidação. É revoltante que esse episódio, inclusive, tenha se dado em uma repartição pública, que deveria primar pelo respeito ao livre trabalho da imprensa.

É premissa fundamental do Estado Democrático de Direito, no qual deve imperar o respeito à dignidade da pessoa humana, o livre exercício do jornalismo e a liberdade de expressão. Diante disso, as entidades esperam que a Secretaria de Educação do Ceará tome as medidas cabíveis para reparar as violações ao exercício profissional dos jornalistas e que situações como essa não voltem a acontecer.

O Sindjorce e FENAJ acrescentam que se dirigirão formalmente ao Governo do Estado para lembrar que impedir o livre exercício do Jornalismo é um atentado contra o direito humano fundamental da sociedade de ser informada. Práticas de impedimento ao trabalho dos operários e das operárias da notícia são características de regimes totalitários e deve ser amplamente combatido por todos os segmentos sociais.

Neste momento, inclusive, Sindjorce e FENAJ lutam pelo estabelecimento de um protocolo estadual de segurança para os profissionais da comunicação do Estado, para que casos dessa natureza sejam não só enfrentados e investigados com rigor, mas também preventivamente combatidos. O Ceará tem registrado número recorde de violência contra jornalistas e à liberdade de imprensa. Esta situação não pode prosperar.