Associados a sindicatos ganham, em média, 55% mais do que os demais ocupados

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Em 2024, a taxa de sindicalização dos ocupados no Brasil foi de 8,9%. Pela primeira vez desde 2012, quando essa informação passou a ser coletada pela Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), realizada pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi registrado crescimento entre um ano e outro. Em 2023, a taxa tinha ficado em 8,4%. Os dados são do Caderno de Negociação de janeiro do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O rendimento médio dos filiados a sindicatos era 55% maior do que o dos não associados. O setor público (administração pública, defesa e seguridade social) é o que apresentou a maior diferença: 69%. Esse foi o segmento com a segunda maior taxa de sindicalização em 2024: 15,2%.

No setor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e
administrativas, no qual estão incluídos jornalistas e demais trabalhadores da Comunicação, a diferença entre o redimento médio dos sindicalizados e não sindicalizados foi de 53%. Enquanto a média dos sindicalizados era de R$ 6.482,a dos não associados chegava a de R$ 4.228.

“Os dados do IBGE comprovam, com números concretos, aquilo que a classe trabalhadora sente no dia a dia: sindicato forte significa melhores salários, mais direitos e mais proteção”, afirma a presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Samira de Castro.

Para a dirigente, o fato de o rendimento médio dos trabalhadores sindicalizados ser até 55% maior — e chegar a 53% no setor da Comunicação — não é coincidência, “é resultado direto da organização coletiva, da negociação e da luta permanente”.

“Quando trabalhadores e trabalhadoras se sindicalizam, fortalecem sua voz, ampliam seu poder de negociação e transformam direitos em realidade. O crescimento da sindicalização em 2024 mostra que a classe trabalhadora volta a confiar nos sindicatos como instrumentos essenciais para enfrentar a precarização, valorizar o trabalho e garantir dignidade”, completa Samira de Castro.

Acesse o documento na íntegra: https://www.dieese.org.br/restrito/cadernoNegociacao97.pdf