FENAJ condena intimidações e manipulação da mídia

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Em nota oficial emitida no dia 20 de fevereiro, a FENAJ e os Sindicatos dos Jornalistas da Bahia e do Município do Rio de Janeiro repudiaram a campanha de intimidação contra jornalistas no exercício da profissão desencadeada Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). O documento gerou diversas manifestações de apoio. Para o 1º Vice-presidente da FENAJ, Celso Schröder todas as formas de intimidação aos jornalistas ou de cerceamento da liberdade de expressão devem ser combatidas.

A atitude da Igreja Universal do Reino de Deus não é inédita. Mas gerou diversos protestos mais recentemente, quando fiéis e bispos entraram com dezenas de ações em diversos estados e municípios contra a jornalista Elvira Lobato, autora de uma matéria sobre a evolução patrimonial da Igreja, e o jornal Folha de São Paulo, que a publicou.

“Há evidência de que essas ações, com termos idênticos, estão sendo elaboradas de forma centralizada, distribuídas e depois impetradas em locais distantes, para dificultar e prejudicar a defesa, além de aumentar o custo com as viagens dos jornalistas ou seus representantes”, diz a nota emitida pelas entidades sindicais dos jornalistas, afirmando que tais processos “intranqüilizam e desestabilizam emocionalmente a vida dos profissionais e de seus familiares” e “atentam claramente contra os princípios básicos da liberdade de expressão e manifestação do pensamento”.

O 1º Vice-presidente da FENAJ, Celso Schröder conta que a FENAJ está estimulando outras entidades, movimentos sociais e mesmo instituições a solidarizarem-se com a jornalista Elvira Lobato e outros profissionais atingidos por ações semelhantes. E condena também a atitude da TV Record, controlada pela Universal, estampando a foto de Elvira Lobato em cadeia nacional, que estimula atos de intolerância contra a profissional.

“Mas não é só a Record e a IURD que se utilizam de meios de comunicação para atender a seus interesses”, observa. Segundo Schröder “a Globo, a Folha de São Paulo e outros veículos fazem isso recorrentemente, como fizeram com o caso do Conselho Federal dos Jornalistas”. Ele considera que todas as formas de instrumentalização dos meios de comunicação para atacar e intimidar profissionais e setores da sociedade, bem como a liberdade de expressão devem ser combatidas.