A imprensa compareceu na sexta-feira (14/2) no período matutino, na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Cuiabá, para, como de costume, obter informações sobre as investigações no processo (FAKE NEWS) envolvendo o agora ex-secretário de Assistência Social de Várzea Grande, Gustavo Duarte.
De forma consuetudinária havia um protocolo de atendimento à imprensa em casos em que a Polícia Federal atua e, por vezes – muitas por sinal – um profissional escalado pela Superintendência repassava informações ou acomodava as equipes no saguão de atendimento ao público, com acesso, a água, instalações sanitárias, mobiliário de acomodação, dentro do que se podia oferecer e de uso comum.
Desta vez foi diferente.
O relevo do assunto trouxe muitos jornalistas à cobertura, o que, provavelmente, ensejou algum hiato de comunicação entre as Redações e assessoria que sempre mediou esses contatos.
As equipes ficaram, desnecessariamente expostas sem a água, expostas ao sol e a outras necessidades naturais em períodos de longa exposição ao clima seco e tórrido, devido à demora habitual, impossíveis de serem atendidas por edificações na vizinhança.
Esses desconfortos são ultrapassáveis e as equipes, ao longo da vida profissional, passam por situações inusitadas às quais se adaptam e incorporam, por vezes, à rotina de trabalho.
O inesperado, no caso, foi a “porta na cara”, claramente indicada numa reportagem, também reproduzida neste sítio eletrônico, indicativa de que os protocolos que se seguiam normalmente podem ter sido modificados sem qualquer tipo de comunicação às redações, como de costume.
O fato, inconveniente, não impediu, contudo, o cumprimento das obrigações inerentes ao noticiário exceto pela estranheza ao tratamento recebido.
Este Sindicato já teve encontros para o estabelecimento de protocolos visando à fluidez e segurança na coleta de informações nos ambientes controlados pela Polícia Federal, entre os quais se inclui a própria identificação instituída pela Lei Federal 7.084/82 expedida pela FENAJ a todos os profissionais portadores dos registros funcionais, pois, o jornalismo, em todas as suas versões, ainda é uma profissão regulamentada e com garantias insertas na CF/88 que devem ser respeitadas.
Essas atribuições haviam transcorrido sem incidentes dignos de registro, o que se faz agora, como mero inconveniente a serem sucedidos por entendimentos para a consolidação de protocolos que já deram certo no passado e que, diante da demanda processual que se espera acontecer, podem ser reajustadas para manter o mesmo respeito que sempre marcaram as relações entre a FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas, SINDJORMT – Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso e as instituições policiais que subscrevem em conjunto por seus representantes, incluindo um dirigente que, por força do ofício, estava no local.
Samira de Castro
– Presidente da FENAJ –
Itamar Perenha
– Presidente da Junta Administrativa do SINDJOR MT –
Rogério Florentino
-Diretor de Prerrogativas do SINDJOR MT-
Konrad Felipe
– Diretor de Comunicação do SINDJOR MT-





