Sindicato e Fenaj denunciam ameaças ao jornalista Carlos Ratton e exigem proteção à sua vida

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) denunciam a ameaça de morte sofrida pelo jornalista Carlos Ratton, que faz parte de sua Diretoria Regional na Baixada Santista do SJSP, durante a apuração de matéria investigativa sobre possível fraude em licitações de transporte público no município de Guarujá (SP).

Após parte de uma entrevista em vídeo realizada com a principal fonte da denúncia ter passado a circular em redes sociais, o jornalista, que é repórter do Diário do Litoral e presta serviços para a emissora ISTV, foi ameaçado de morte, bem como sua família, caso não desmentisse os fatos e afirmasse que a entrevista não passava de uma farsa para disseminar fake news.

A ameaça ao jornalista foi feita a Cláudio Fernando de Aguiar, diretor da ISTV, em uma ligação de um número desconhecido, de prefixo 011. Um homem não identificado ameaçou também Aguiar e sua família caso a reportagem fosse veiculada.

Na entrevista que motivou a ameaça, o prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSB), e a empresa City são acusados de fraudar o esquema licitatório de transporte na cidade. City é a empresa que atualmente explora o serviço de transporte coletivo em Guarujá.

Na tarde da quinta-feira, dia 19, o Sindicato acompanhou o jornalista Carlos Ratton em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco). Nesta sexta-feira, 20, o SJSP encaminhou ofício ao promotor Silvio De Cillo Leite Loubeh, do Gaeco, e ao delegado seccional de Santos, Carlos Topfer Schneider, solicitando que sejam tomadas com a máxima urgência medidas de proteção à vida e à integridade física do jornalista e de sua família, e que, face às ameaças, as investigações ocorram o mais rápido possível, de forma a coibir as ameaças e punir os criminosos. O Sindicato enviou ainda um pedido de audiência com urgência para o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos, e aguarda a resposta.