Sindicatos repudiam agressões a jornalistas em Pernambuco, Rio Grande do Sul e Goiás

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Em nota emitida no dia 20 de abril, o Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco solidarizou-se com o repórter fotográfico Allan Torres, que foi agredido por José Valdiel de Lima, o “Dael”, marido da prefeita de Bezerros (PE), Elizabete Maria Silva de Lima. Em Nova Petrópolis (RS), uma equipe do jornal O Diário foi cerceada, no dia 19 de abril, quando colhia informações sobre o aumento do número de vereadores no município. Já em Goiânia, no dia 13 de abril, membros da Polícia Legislativa da Assembleia de Goiás coagiram uma equipe de reportagem da TV Metrópole News.

No caso pernambucano, o repórter fotográfico Allan Torres, juntamente com as repórteres Jamille Coelho e Juliana Sampaio, estava a serviço do jornal Folha de Pernambuco, cobrindo o atendimento de eleitores pela prefeita de Bezerros, na residência do casal, para fornecimento de ajuda financeira mediante apresentação do título de eleitor, quando foi agredido por Dael. O Sindicato repudiou, também, a tentativa da prefeita de tentar justificar a agressão.

O caso foi registrado na Delegacia de Bonito e Allan Torres passou por exame de corpo de delito. O Sindicato de Pernambuco cobrou da Secretaria de Defesa Social do Estado a investigação do caso e punição do agressor.

No Rio Grande do Sul, o Sindicato dos Jornalistas repudiou a atitude da Câmara de Vereadores de Nova Petrópolis no trato com a Imprensa. No dia 19 de abril, a equipe de reportagem do jornal O Diário teve seu trabalho dificultado pelo presidente da Casa que interrompeu a sessão e pediu a presença da Brigada Militar, que acatou a solicitação do Legislativo e impediu o trabalho dos profissionais. Os policiais justificaram que seguiam à risca a resolução 03/2010 da Câmara de Vereadores, que estabelece a proibição das filmagens das sessões. ”O Sindicato entende que, por se tratar de um local público, a resolução é equivocada e impede o acesso à informação, garantida na Constituição Federal, não só pela Imprensa, impedida de registrar os atos do Legislativo, mas também para toda a população”, registra a nota.

Já em Goiânia, no dia 13 de abril, a equipe da TV Metrópole tentava registrar imagens do plenário vazio da Assembleia Legislativa de Goiás, quando a iluminação foi desligada com a intenção de impedir a gravação das cenas. Em seguida, no momento em que a equipe gravava imagens do Salão Nobre da Casa, membros da segurança se aproximaram e impediram a continuidade dos trabalhos, ameaçando os profissionais. Segundo a nota do Sindicato dos Jornalistas do Estado, “O Poder Legislativo, como ‘Casa do Povo’, não pode ficar ‘a mercê da vontade e truculência de alguns seguranças, que extrapolam funções e agem como censores, ameaçando a liberdade de imprensa e os trabalhadores da comunicação”.