No caso pernambucano, o repórter fotográfico Allan Torres, juntamente com as repórteres Jamille Coelho e Juliana Sampaio, estava a serviço do jornal Folha de Pernambuco, cobrindo o atendimento de eleitores pela prefeita de Bezerros, na residência do casal, para fornecimento de ajuda financeira mediante apresentação do título de eleitor, quando foi agredido por Dael. O Sindicato repudiou, também, a tentativa da prefeita de tentar justificar a agressão.
O caso foi registrado na Delegacia de Bonito e Allan Torres passou por exame de corpo de delito. O Sindicato de Pernambuco cobrou da Secretaria de Defesa Social do Estado a investigação do caso e punição do agressor.
No Rio Grande do Sul, o Sindicato dos Jornalistas repudiou a atitude da Câmara de Vereadores de Nova Petrópolis no trato com a Imprensa. No dia 19 de abril, a equipe de reportagem do jornal O Diário teve seu trabalho dificultado pelo presidente da Casa que interrompeu a sessão e pediu a presença da Brigada Militar, que acatou a solicitação do Legislativo e impediu o trabalho dos profissionais. Os policiais justificaram que seguiam à risca a resolução 03/2010 da Câmara de Vereadores, que estabelece a proibição das filmagens das sessões. ”O Sindicato entende que, por se tratar de um local público, a resolução é equivocada e impede o acesso à informação, garantida na Constituição Federal, não só pela Imprensa, impedida de registrar os atos do Legislativo, mas também para toda a população”, registra a nota.
Já em Goiânia, no dia 13 de abril, a equipe da TV Metrópole tentava registrar imagens do plenário vazio da Assembleia Legislativa de Goiás, quando a iluminação foi desligada com a intenção de impedir a gravação das cenas. Em seguida, no momento em que a equipe gravava imagens do Salão Nobre da Casa, membros da segurança se aproximaram e impediram a continuidade dos trabalhos, ameaçando os profissionais. Segundo a nota do Sindicato dos Jornalistas do Estado, “O Poder Legislativo, como ‘Casa do Povo’, não pode ficar ‘a mercê da vontade e truculência de alguns seguranças, que extrapolam funções e agem como censores, ameaçando a liberdade de imprensa e os trabalhadores da comunicação”.





