A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) expressa seu irrestrito apoio aos milhares de argentinos e argentinas que saíram às ruas de Buenos Aires na última quarta-feira (12 de março), em apoio às aposentadas e aposentados e na luta contra as medidas antipovo do governo de extrema-direita de Javier Milei. Recebemos com grande indignação as imagens da brutal repressão promovida pela polícia argentina, responsável por ferir com gravidade dezenas de manifestantes: uma idosa de 87 anos foi empurrada por policiais e bateu sua cabeça contra o asfalto.
Profissionais de imprensa também foram vitimados pela brutalidade policial: o repórter fotográfico Pablo Nahuel Grillo, de 35 anos, foi atingido na cabeça por uma bomba de gás lacrimogênio e está em estado grave. De acordo com dados divulgados pelo Sindicato de Prensa de Buenos Aires (SiPreBA) e a Federação Argentina de Trabalhadores da Imprensa (FATPREN), ao menos 15 jornalistas foram feridos.
A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas do Brasil manifestam toda sua solidariedade às entidades sindicais dos profissionais de imprensa argentinos e se colocam à disposição para denunciar os crimes cometidos pela polícia de Buenos Aires: ao ferir e intimidar jornalistas, o governo Milei escancara seu desprezo pela democracia e pela livre circulação de informações.
Infelizmente, tal situação não é inédita para as e os jornalistas brasileiros: durante os anos de governo de Jair Bolsonaro, nossa categoria foi sistematicamente atacada e teve sua atuação profissional constrangida pelo então presidente da República e seus seguidores. Este é o caráter da extrema direita em todo o mundo, que busca por meio do autoritarismo e do obscurantismo subjulgar o seu próprio povo.
Mas assim como nós, brasileiras e brasileiros, resistimos e lutamos contra os anos trágicos do bolsonarismo, temos certeza que o povo argentino logo se libertará das garras do ódio e do arbítrio. Mais cedo do que tarde, viveremos em uma América Latina solidária, justa e livre da extrema direita.