Terceiro jornalista é assassinado este ano, em Honduras

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O jornalista Carlos Oveniel Lara Domínguez foi assassinado na segunda-feira, 23 de outubro, no departamento de Copán, em Honduras. O jornalista já havia denunciado ameaças de morte, há alguns meses.

De acordo com fontes oficiais, Domínguez recebeu vários tiros saídos de um veículo com pessoas ainda não identificadas. O incidente ocorreu quando o jornalista se dirigia para trabalhar no Canal 12, onde também atuava como operador.

No momento, não há indícios concretos que confirmem que o assassinato de Domínguez estaria relacionado à sua profissão jornalística. No entanto, fontes próximas ao jornalista revelaram que ele já havia denunciado ter sofrido ameaças de morte vindas de um homem não identificado.

De acordo com várias organizações de direitos humanos, este caso elevaria para 73 o número de jornalistas e profissionais de mídia mortos em Honduras, desde 2003, e torna-se o terceiro caso, até agora, em 2017. Este cenário traz à memória outro caso ocorrido em setembro, Carlos William Flores, que foi morto por desconhecidos no departamento de Cortés, norte de Honduras. Estes números demonstram o grau de violência social e política do crime organizado que atravessa o país, onde mais de 90% dos casos ainda estão impunes.

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), organização que representa 600.000 trabalhadores e trabalhadoras de imprensa em todo o mundo, solicita que as autoridades hondurenhas realizem uma investigação séria – que não descarta o exercício da profissão como motivação – para punir os autores materiais e intelectuais desse crime. A FIJ considera também  que este fato significa não só um ataque à integridade física do comunicador envolvido, mas também uma interrupção dos direitos à liberdade de expressão e informação, afetando o exercício democrático.

Com informações da FIJ