Misoginia é estrutural — e o enfrentamento também precisa ser! Toda solidariedade a Alice!

761

A jornalista Alice Bastos Neves foi alvo de ataques misóginos enquanto realizava seu trabalho na cobertura de Internacional x Grêmio, justamente no dia 8 de março, data que simboliza a luta histórica das mulheres por respeito, igualdade e dignidade.

A Comissão de Mulheres FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas do Rio grande do Sul repudiam o ato de violência e reafirmam sua solidariedade à Alice Bastos Neves. A misoginia não aparece apenas em episódios isolados ou em momentos de grande repercussão — ela é estrutural, atravessa o cotidiano das redações, das arquibancadas, das redes sociais e das ruas.

Jornalistas mulheres convivem diariamente com assédio, deslegitimação profissional, ataques à aparência, à voz e à presença em espaços historicamente dominados por homens, como o jornalismo esportivo. Não se trata de exceção: é parte de uma cultura que ainda insiste em tentar silenciar e intimidar mulheres que ocupam o espaço público.

Por isso, a solidariedade precisa caminhar junto com a luta permanente. Como defendemos em nossa nota neste #8M, o enfrentamento à violência de gênero no jornalismo exige ação cotidiana: protocolos de proteção, posicionamento firme das empresas de comunicação, responsabilização dos agressores e mobilização constante das entidades representativas.

Combater a misoginia é garantir condições para que todas as mulheres exerçam o jornalismo com liberdade, segurança e respeito — todos os dias.