A presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Samira de Castro, participou, no dia 27 de abril, do SIJEM – Simpósio Internacional de Jornalismo e Educação Midiática, contribuindo com o debate sobre os desafios do jornalismo na era digital. A conferência contou com mediação do professor Samuel Lima e participação da professora Ana Regina Rego.
Com o tema “Comunicação, Cultura e Cidadania: o papel do jornalismo na educação para o mundo digital”, a mesa integrou a programação do evento, que neste ano discutiu “Cidadania e Democracia na Era das Plataformas e da Inteligência Artificial”.
Durante sua intervenção, Samira de Castro ressaltou o papel pedagógico do jornalismo na formação de cidadãos críticos, destacando que a educação midiática vai além do combate à desinformação e envolve a construção de uma cultura de leitura crítica da realidade.
“A educação midiática não é apenas ensinar a identificar fake news. É formar sujeitos capazes de compreender os interesses por trás das narrativas, de interpretar o mundo com autonomia e de participar de forma qualificada do debate público”, afirmou.
A presidenta da FENAJ também abordou os desafios enfrentados pelo jornalismo em um cenário de evasão do público das notícias, marcado por desconfiança, sobrecarga informativa e distanciamento entre conteúdo jornalístico e a vida cotidiana das pessoas.
Para ela, é necessário repensar práticas e fortalecer a conexão com os territórios e com as demandas concretas da população. “O jornalismo precisa ser mais relevante, mais próximo e mais responsável. Não basta informar, é preciso fazer sentido na vida das pessoas”, pontuou.
Outro destaque da fala foi a importância de integrar a educação midiática ao próprio fazer jornalístico e ao sistema educacional. Samira defendeu que o tema seja trabalhado de forma transversal na educação básica, articulando leitura crítica, produção de conteúdo e compreensão do funcionamento das plataformas digitais.
“A escola é um espaço estratégico, mas isso exige investimento na formação de professores, autonomia pedagógica e compromisso com a diversidade de perspectivas. E exige também que o próprio jornalismo esteja aberto à crítica”, destacou.
Ao lado da professora Ana Regina Rego, a presidenta da FENAJ também refletiu sobre os impactos das plataformas digitais na circulação da informação e a necessidade de regulação para garantir um ambiente informacional mais democrático.
Encerrando sua participação, Samira reforçou que o fortalecimento do jornalismo é condição essencial para a democracia. “Não se trata apenas de acompanhar as transformações tecnológicas, mas de reafirmar o compromisso do jornalismo com a cidadania e com o direito à informação de qualidade”, concluiu.
O SIJEM reuniu pesquisadores, profissionais e estudantes para debater o papel da comunicação e da educação midiática frente aos desafios contemporâneos, reforçando a importância do diálogo entre universidade, sociedade e campo profissional.






