Sindicato do Município do Rio repudia agressão a repórter cinematográfico

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O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro vem a público manifestar seu total repúdio a agressão física sofrida pelo repórter cinematográfico Gleison (o sobrenome está resguardado a pedido do jornalista), ocorrida no dia 21 de julho durante a cobertura de uma ação de fiscalização da Defesa do Consumidor na Padaria Lamego, localizada na Rua 28 de Setembro, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro. 

 De acordo com o relato do jornalista, a pauta era o acompanhamento do trabalho da Defesa do Consumidor no estabelecimento citado. Chegando no local, as equipes da vigilância já estavam autuando a padaria. Ainda segundo Gleison, ele foi convidado pelos agentes a entrar na padaria para registrar em imagens os produtos e as condições verificadas durante a fiscalização.

A AGRESSÃO

 Nesse momento, funcionários do estabelecimento passaram a impedir o trabalho de imprensa, recorrendo à violência física e à destruição dos equipamentos utilizado na cobertura jornalística. Durante a agressão, o equipamento de televisão foi danificado e o cartão de memória da câmera, contendo as imagens registradas, foi retirado pelos agressores.

 Na tentativa de preservar o registro dos acontecimentos, o profissional passou a gravar a situação com seu telefone celular particular. Entretanto, também foi impedido de exercer seu trabalho: o aparelho foi arrancado de suas mãos e permaneceu retido pelos agressores, sendo devolvido apenas após a chegada da equipe de segurança da TV Globo, que tomará medidas judiciais contra os agressores, de acordo com o jornalista.

HOSPITALIZAÇÃO

 Após a agressão, o jornalista foi encaminhado ao hospital pela equipe de segurança da empresa. Ele passou por atendimento médico e realizou exames, incluindo tomografia, que não apontaram lesões internas.

ESCOLTA POLICIAL AUSENTE

Questionado sobre a presença de agentes de segurança na operação da Vigilância Sanitária, Gleison afirmou que não havia escolta acompanhando a equipe no momento da agressão. Segundo ele, a polícia normalmente acompanha esse tipo de fiscalização, mas acredita que, naquele caso, ainda estava a caminho.

jornalista também manifestou expectativa de que as imagens do circuito interno do estabelecimento sejam requisitadas durante a investigação para auxiliar na apuração dos fatos.

 BASTA DE VIOLÊNCIA

O SJPMRJ enfatiza que o episódio representa uma grave violação ao livre exercício da atividade jornalística e cobra a necessidade de rigorosa apuração dos fatos, responsabilização dos autores e adoção de medidas que garantam a segurança dos profissionais de imprensa durante o desempenho de suas funções.