O Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ) é necessário para garantir a regulamentação da profissão, para normatizar e fiscalizar o exercício profissional, para proteger os jornalistas e, também, para fortalecer o princípio da liberdade de expressão e de imprensa. Com base nesses argumentos, os jornalistas goianos, reunidos no 3º Congresso Estadual dos Jornalistas, reafirmaram seu apoio à proposta de criação do CFJ e endossaram a sugestão de texto substitutivo aprovada pelo Conselho de Representantes junto à FENAJ, que aperfeiçoa o projeto em tramitação na Câmara dos Deputados.
O 3º Congresso Estadual dos Jornalistas, realizado no último fim de semana, aprovou também uma moção, a ser enviada a todos os deputados federais e senadores, repudiando a articulação política em curso na Câmara dos Deputados para votar o projeto de criação do CFJ em regime de urgência e, portanto, sem a devida discussão. Os jornalistas pedem aos deputados que permitam o debate amplo e democrático sobre a criação do CFJ, que somente será possível se o projeto de lei tramitar normalmente pela Câmara dos Deputados. Ela está tramitando em quatro comissões, mas por um acordo de lideranças, pode ser incluído na pauta de urgência e votado em plenário, sem ter passado pelas comissões.
Dentro do amplo debate sobre a criação do CFJ, os jornalistas discutiram a ética no jornalismo e o Código de Ética em vigor, além da formação dos jornalistas e as múltiplas funções jornalísticas. Outro eixo de discussão foi a precarização das relações de trabalho e as implicações dessa precarização no bem-estar físico e psíquico dos profissionais. Foram apontados vários problemas, como a pressão constante sobre o trabalhador, os baixos salários, a eliminação de postos de trabalho, etc, todos decorrentes do acirramento do capitalismo. O caminho para possíveis soluções, entretanto foi único: o fortalecimento da entidade sindical, como expressão da união da categoria.





