Demissão por padrões estéticos fere padrões éticos

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Nota do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e da Comissão de Mulheres da FENAJ sobre a demissão da jornalista Marcela Mesquita

A empresa Vanguarda TV em São José dos Campos, afiliada da TV Globo no Cone Leste Paulista, repetiu esta semana violência brutal contra seus funcionários. A despeito do Termo de Ajustamento de Conduta assinado entre a empresa e o Ministério Público do Trabalho, a TV Vanguarda voltou a demitir por motivos puramente estéticos, após longa campanha de assédio. Desta vez, a jornalista Marcela Mesquita foi a vitimada.

A regional Vale do Paraíba do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo entrou em contato com a profissional, oferecendo a solidariedade e apoio da entidade.

O Sindicato e a Comissão de Mulheres da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) entendem que cada pessoa tem direito sobre seu próprio corpo e sua imagem, elementos formadores do indivíduo e sua individualidade. Tal direito não pode ser submetido a ingerência de empresas contra seus funcionários, em especial contra as mulheres.

Em plena pandemia, depois de se dedicar por anos ao crescimento e sucesso da empresa em que trabalhava, Marcela Mesquita foi premiada com o desemprego em nome de padrões estéticos. Não aceitamos! Vamos acompanhar a ação que foi reaberta pelo MPT e chamamos a todos a não se calar diante deste tipo de violência. Não nos sujeitaremos!

Denunciamos esta prática no passado, e vamos continuar denunciando e combatendo este entendimento que reduz o ser humano a produto. Basta!

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
Comissão de Mulheres da FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas