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Em resposta à solicitação de esclarecimentos da FENAJ sobre denúncias de censura ao programa Comitê de Imprensa o diretor de Comunicação Social da Câmara dos Deputados, Sérgio Chacon, assegurou, no dia 24 de março, que não houve qualquer pressão para interromper a exibição do programa. A Executiva da Federação considerou o comunicado oficial insuficiente para a completa elucidação dos fatos e vai acompanhar os trabalhos da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal sobre o caso.
“Em atenção a seu ofício 008/2009, do dia 23 p.p., informo que o programa Comitê de Imprensa que contou com a presença do jornalista Leandro Fortes, gravado no dia 11, foi exibido na programação da TV Câmara cinco vezes consecutivas no dias 13 (sexta), 14 (sábado) e 15 (domingo), tendo permanecido com chamada em destaque na página da emissora da internet nos dias 13, 14, 15 e 16”, disse Chacon em ofício encaminhado ao presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. “Asseguro-lhe que não houve pressão de quem quer que seja para que fosse interrompida sua exibição. Igualmente não foi cerceada a liberdade de expressão dos participantes do Comitê de Imprensa nem ocorreu qualquer tipo de censura ao programa. Tais procedimentos, além de incompatíveis com a prática e a tradição da TV Câmara, são repudiados pela Câmara dos Deputados”, complementa o ofício. A contradição, no entanto, ficou estampada em matéria veiculada pelo site do Comunique-se. Nela, o diretor da TV Câmara, Manuel Roberto Seabra, confirmou que assessores do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, reclamaram sobre o programa Comitê de Imprensaexibido no dia 13 de março e que a “decisão de retirar o link foi tomada pela própria emissora. A ideia era inserir um direito de resposta no vídeo e recolocá-lo no ar”. Tudo isto porque, avalia, “o programa saiu do seu objetivo, que seria o debate sobre a cobertura da revista Veja no caso das investigações contra o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, e se transformou em um palco de acusações pessoais”. |





