O Congresso Nacional da Espanha aprovou, no dia 23 de novembro, a tramitação do projeto que cria o Estatuto do Jornalista Profissional. A votação final do projeto, porém, só ocorrerá após o prazo para emendas. Mas a aceitação da tramitação da matéria por ampla maioria na Câmara dos Deputados (houve apenas um voto contrário), aumenta a expectativa quanto à sua aprovação.
Resultado de cinco anos de lutas dos jornalistas espanhóis, este instrumento de proteção aos trabalhadores conta com forte rejeição das empresas de comunicação, cuja propriedade, para variar, é altamente concentrada.
Sustentado no artigo 20 da Constituição Espanhola, que assegura o direito à informação, o Estatuto do Jornalista Profissional cria o Conselho Estatal da Informação – órgão público independente do poder executivo e mantido pelo Estado -, o livre acesso a fontes de informação, cláusula de consciência, o segredo de fonte, livre criação, direitos do autor e código de ética. E prevê, ainda, a criação de Comitês de Redação com poder de interferência na linha editorial dos veículos nas empresas com mais de oito jornalistas.
Exemplo venezuelano
Também avançando no processo de democratização da comunicação e na ampliação de direitos da sociedade, a Asamblea Nacional da Venezuela aprovou, no dia 23 de novembro, a Ley de Responsabilidad Social en Radio y Televisión. Para conhecer seu conteúdo, acessehttp://www.asambleanacional.gov.ve/ns2/leyes.asp?id=532&dis=2





