Estrutura da rede de TV pública ficará no Rio e DF

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O encaminhamento do projeto da nova TV pública brasileira ao Congresso Nacional será em setembro. Mas nas últimas semanas as informações que vêm circulando na imprensa dão conta de que passos largos já estão sendo dados com vistas à sua configuração. As mais recentes apontam que a administração e programação da TV Brasil ficará no Rio de Janeiro, com o jornalismo ficando em Brasília. Uma experiência de intercâmbio entre TVs públicas começa a operar no início de setembro.

Após a informação de que a TV Brasil resultaria da fusão das estruturas da TV E do Rio de Janeiro e da Radiobrás, a primeira grande discussão veiculada na imprensa sobre a nova TV pública foi sobre a composição de seu Conselho Gestor. A idéia de um Conselho composto por membros indicados pelo governo federal frustrou as expectativas de entidades e movimentos sociais que defendem uma estrutura sob controle público e não estatal.

Mais recentemente, o que se especulava informalmente surgiu como uma confirmação do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, ao presidente da Radiobrás, José Roberto Garcez: a sede administrativa e de programação da nova TV ficará no Rio de Janeiro e o Jornalismo ficará sediado em Brasília. Garcez considerou a posição coerente, em função da “distância do poder” e “tradição cultural” da TVE Rio e da estrutura jornalística da Radiobrás.

Embrião em gestação
Já a primeira fase da troca de programação entre as afiliadas da TV Brasil está prevista para a próxima semana. A experiência envolverá as TVs Educativas do Rio e da Bahia, a Radiobrás e a TV Cultura. Ela se baseará num projeto já em desenvolvimento, a Rede de Intercâmbio entre TVs Universitárias (Ritu). O intercâmbio da rede de TVs públicas se dará através de um portal de acesso restrito, onde as emissoras escolherão a programação desejada.