FIJ: Sindicatos na África dão passo fundamental para responsabilização por crimes contra jornalistas

A FIJ e a Federação de Jornalistas Africanos agora têm a possibilidade de divulgar alertas em sua plataforma para denunciar ataque a jornalista, violação do direito de informar, assédio digital e todo tipo de violação de direitos

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Editorial FIJ

O 29 de janeiro de 2021 será lembrado como uma data histórica para os jornalistas africanos, Neste dia, como parte de um evento online, a FIJ e sua seção regional, a FJA, a Federação de Jornalistas Africanos, juntaram forças com a Unesco, União Africana, ONGs e organizações patronais para lançar a Plataforma Digital para a Segurança de Jornalistas na África, similar à existente dede 2014 na Europa, sob a égide do Conselho da Europa, onde a FIJ e a Federação de Jornalistas Europeus, sua seção regional, desempenham um papel de liderança.

A FIJ e a FAJ agora têm a possibilidade de publicar alertas em sua Plataforma para denunciar ataque a jornalista, violação do direito de informar, assédio digital e todo tipo de violação de direitos. O país em que o incidente se der será convidado a responder e abordar as questões levantadas por nossas organizações e a informação será tornada pública.

A plataforma tem o objetivo de promover a segurança de jornalistas na África e acabar com a impunidade de crimes cometidos contra jornalistas.

Desde 1990, 467 jornalistas foram assassinados no continente e até 31 de dezembro de 2020, 62 permaneciam presos, de acordo com o último Livro Branco sobre o Jornalismo Global, da FIJ.

Essa plataforma representa um primeiro passo na direção de mais liberdade para jornalistas no continente, e portanto mais direitos para os cidadãos africanos.

Anthony Bellanger
secretário-geral da FIJ


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