Os Jornalistas do Pará protestaram contra as demissões nas Organizações Romulo Maiorana vestindo preto no dia 24 de abril, sexta-feira, batizado de Black Friday. Do dia 20 ao dia 22 de abril a empresa demitiu 12 jornalistas, principalmente no jornal Amazônia. Já em Alagoas, a categoria também protestou vestindo preto na terça-feira (28), contra a proposta patronal de reajuste zero nos salários.
Após duas visitas às redações, oferecendo apoio e assistência jurídica da entidade aos demitidos, a direção do Sindicato dos Jornalistas do Pará contatou os dirigentes da empresa para cobrar transparência, diálogo com os trabalhadores e tratamento digno para com os demitidos, considerando alguns casos de jornalistas que foram dispensados ao final do expediente de trabalho.
Dirigentes de “O Liberal” e do “Amazônia” afirmaram que as demissões estão ocorrendo em todos os setores da empresa devido à crise financeira pela qual passam as ORM. Eles não descartaram a possibilidade de as demissões atingirem também os jornalistas de “O Liberal” e, ainda, informaram que o Amazônia será reduzido.
No “Black Friday” do dia 24, além de vestirem preto, os jornalistas postaram fotos e mensagens nas redes sociais, utilizando as hastags#Paremasdemissões#Nãoàpejotização#Nãoàterceirização.
Os jornalistas do Pará participam da manifestação do Dia do Trabalhador, organizado pelas centrais sindicais na Praça do Operário, a partir das 8h, desta quinta-feira (1º). Vestidos de branco, simbolizando a paz, os jornalistas vão protestar contra as demissões em todas as empresas; contra a terceirização e pejotização; e contra o retrocesso proposto pela direção do grupo RBA, que quer retirar a TV RBA e a Rádio Clube do acordo coletivo da categoria, além de propor uma reposição salarial de apenas 5%.
Categoria veste preto contraproposta de reajuste zero em Alagoas
Jornalistas de vários veículos de comunicação em Alagoas também protestaram vestindo preto na terça-feira (28) contra a proposta de reajuste salarial ZERO apresentada pelos donos da mídia (Fernando Collor, Rui Palmeira, Thomaz Nonô, João Tenório e o grupo Hapvida, entre outros) na negociação salarial da categoria.
Uma faixa colocada no elevado do CEPA, no bairro do Farol, denunciou a rede Globo, o senador Fernando Collor e as empresas da Organização Arnon de Mello (Gazetas) de precarizar o trabalho e os salários dos jornalistas. Notas na imprensa alternativa e nas redes sociais condenaram a postura dos patrões, especialmente de Collor, que além de não apresentar proposta salarial aos trabalhadores, não recolhe FGTS, INSS e outros encargos sociais, mesmo já tendo suas empresas sido condenadas pela Justiça.
Além de participar das manifestações de sexta-feira, 1º de Maio, a categoria discutirá na segunda-feira (02/5) ações mais contundentes de mobilização, como a paralisação parcial ou total de empresas de comunicação.