Nota oficial: Em defesa do direito ao exercício do jornalismo e da ética profissional

8

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí (Sindjor/PI) e Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) têm o papel de defender o direito ao exercício do jornalismo, com ética profissional. Ao mesmo tempo, de repudiar ataques covardes sofridos pela categoria, quando é alvo da criminalização, em exercício pleno da profissão, atuando como jornalista nos meios de comunicação ou em assessoria de comunicação na área pública ou privada.

O Sindjor/PI e a FENAJ repudiam veementemente as agressões, achincalhamentos e manifestações das mais espúrias de internautas contra alguns jornalistas, que tiveram os nomes divulgados por prestarem serviços de assessoria de imprensa e/ou mídias sociais a parlamentares na Assembleia Legislativa do Piauí.

Além de considerar o cenário de precarização profissional e baixa remuneração, o Sindjor/PI e a FENAJ ressaltam que tal atividade é permitida na regulamentação profissional e os jornalistas possuem, em sua formação, os conhecimentos teóricos e práticos necessários para exercer, com comportamento ético e seguindo a hierarquia comum nas redações jornalísticas ao cumprir pautas determinadas.

Tais calúnias, injúrias e difamações sofridas por jornalistas são intensificadas quando se trata de jornalista do sexo feminino. O Sindjor/PI e a FENAJ solidarizam-se com a jornalista Sávia Barreto, que passou a receber mensagens de violência com cunho machista e misógino em suas redes sociais, ofendendo sua imagem e sua honra, o que a fez a desativar seus perfis. Sávia Barreto atua há 14 anos como jornalista, com larga formação acadêmica e uma carreira marcada por prêmios de reportagem, em empresas privadas e/ou públicos, e não apresenta nenhum fato desabonador de sua conduta.

O dano causado por conta da intimidação, constrangimento moral e linchamentos virtuais sofridos por jornalistas não podem ser admitidos em um país onde a profissão de jornalista é alvo de uma constante campanha de descredibilização. Criminalizar jornalistas que exercem o direito de trabalhar nas áreas regulamentadas em sua profissão é atentar contra o Estado de Direito Democrático, uma violência contra o exercício da cidadania.