Sindjorce e FENAJ repudiam violência contra jornalistas em protestos

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É com indignação e preocupação que o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) acompanham a situação de jornalistas que atuam na cobertura da greve dos caminhoneiros e que estão sendo alvo de ameaças e agressões verbais.

Equipes da TV Verdes Mares foram hostilizadas nos últimos dois dias. Duas delas foram impedidas de trabalhar. Alessandro Torres, Alana Araújo, Aline Oliveira e o repórter cinematográfico Souza foram os profissionais hostilizados.

Mais duas equipes de TV foram insultadas pelo movimento dos caminhoneiros. Os repórteres João Albuquerque, da TV Cidade, e Miguel Anderson Costa, da TV União, além do repórter cinematográfico Matheus Sousa, também da TV União, formam o segundo grupo intimidado.

A reportagem do jornal O Povo também foi vítima das ilações dos participantes do protesto. Germana Pinheiro e Matheus Facundo Araújo foram alvo de insultos.

Alguns profissionais de outras emissoras também reclamam do tom hostil de integrantes do movimento.

A insatisfação dos manifestantes com a cobertura dos veículos de comunicação para os quais os jornalistas trabalham não justifica de maneira nenhuma a tentativa de intimidar os trabalhadores da mídia, ainda mais com o uso de violência. Atacar os profissionais que estão na linha de frente para demonstrar descontentamento com uma empresa de comunicação é atitude tão covarde quanto injusta. São operários, assim como os caminhoneiros. Estão nas ruas todos os dias, expostos a uma série de dificuldades e perigos para cumprir sua tarefa. Não são responsáveis pela linha editorial dos meios de comunicação empresarial onde trabalham.

Diante dos fatos, a diretoria do Sindjorce entrou em contato com as organizações representantes dos caminhoneiros para que orientem os grevistas a repeitar o trabalho dos jornalistas. O Sindicato, que constantemente cobra das empresas jornalísticas a manutenção da integridade dos profissionais, faz o mesmo apelo agora aos envolvidos nos protestos. Também se coloca à disposição dos jornalistas para receber denúncias e buscar formas de garantir a segurança dos profissionais.

O Sindjorce reitera que cobra há cinco anos a instituição de um protocolo de segurança para jornalistas, a ser pactuado entre sindicato laboral, empresas de comunicação e o Governo do Estado do Ceará. No entanto, os donos da mídia têm se negado a avançar neste sentido.

Sindjorce – 65 anos em defesa do Jornalismo e dos Jornalistas do Ceará