FENAJ participa de sessão temática sobre reforma trabalhista

FENAJ participa de sessão temática sobre reforma trabalhista

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O plenário do Senado realizou na terça-feira (16) a segunda sessão temática para debater a reforma trabalhista (PLC 38/2017), com a participação de dirigentes da CUT, CSB, UGT e  da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (MPT). A Fenaj esteve presente na audiência com os diretores José Carlos Torves e Antônio Paulo Santos.

O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, criticou a falta de diálogo do governo na elaboração da proposta e afirmou que o projeto vai acirrar conflitos entre empregados e empregadores. “Aquilo que começa errado termina errado. Este processo começou muito errado. Nenhuma das grandes Centrais Sindicais foi chamada para trabalhar na elaboração da proposta”, afirma.

O representante da CUT disse também que o projeto vai acabar com os empregos fixos, levando o trabalhador a sobreviver de “bicos”.

Para o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antônio Neto, o setor patronal “banca uma proposta de retrocesso nos direitos trabalhistas e sociais, chancelada na Câmara dos Deputados com uma rapidez jamais vista na história”. O sindicalista acusou o governo e as entidades patronais de tentarem “vender” para o trabalhador o oposto do que representa a reforma trabalhista.

Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT),  destacou que a reforma “ataca a classe trabalhadora e não pode ser aprovada desta forma no Senado”. “Vamos procurar todos os partidos, para mostrar que a reforma é maléfica”, diz.

MPT – O presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, Ângelo Fabiano Farias da Costa, criticou duramente a proposta do governo Temer. Ele advertiu que o projeto vai retirar direitos do trabalhador e gerar insegurança jurídica.

“Em vez de combater o descumprimento da lei trabalhista, a reforma dificulta o acesso à Justiça, limita a indenização por acidente de trabalho e não garante uma regra para manter o emprego de quem já está empregado”, condena Costa.

Os diretores da Fenaj, presentes à sessão, avaliaram como positivos os debates ocorridos no plenário do Senado porque abrem o diálogo, mesmo que minimamente, com os senadores; ampliam os espaços de discussão e esclarecimentos aos parlamentares sobre os as consequências nefastas das mudanças da CLT para todos os trabalhadores brasileiros.

Audiências – Na quarta-feira (17), a CAE e a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) promoveram a segunda audiência pública conjunta para debater o PLC 38/2017. O relatório sobre o projeto deve ser apresentado na próxima semana pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES).

Lideranças sindicais percorreram os gabinetes de diversos senadores levando informações sobre o projeto e buscando convencê-los a votar contra a reforma trabalhista.

*Com informações da Agência Sindical