Forte repressão policial é praticada contra jornalistas e organismos de Direitos Humanos,...

Forte repressão policial é praticada contra jornalistas e organismos de Direitos Humanos, na Colômbia

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Um grupo de jornalistas que realizavam uma investigação junto a organismos de Direitos Humanos da ONU sofreram um ataque por parte Polícia Nacional, no domingo passado, na área rural do município deTumaco, na Colômbia. Do mesmo modo, no departamento do Cauca, a Polícia Nacional foi acusada de assassinar uma comunicadora indígena.

Os jornalistas acompanhavam uma Comissão das Nações Unidas em busca de informações relacionadas a eventos repressivos ocorridos dias atrás em um protesto. Este evento deixou seis pessoas mortas e várias feridas. Diversas fontes  que estavam no local disseram que a polícia sabia do trabalho que a comissão realizaria na área, apesar de terem atacado seus membros com armas de fogo.

A Federação Colombiana de Jornalistas (FECOLPER) disse que a missão incluiu comunicadores de mídia nacional como El Tiempo, e meios alternativos como Contagio Radio, VICE, NYT, além de jornalistas regionais. Por sua vez, a Polícia Nacional atribuiu sua ação ao fato de que um grupo de pessoas tentou entrar à força no local onde a Comissão das Nações Unidas realizava suas pesquisas.

No mesmo dia, no povoado de Kokonuko, uma comunicadora indígena que participava de uma manifestação foi assassinada durante uma operação repressiva do Esquadrão da Polícia Nacional (ESMAD), quando outras  três pessoas ficaram feridas. Trata-se de María Efigenia Vásquez Astudillo, que fazia parte da estação Renacer Kokonuko e o grupo de comunicações do Conselho Regional Indígena do Cauca.

Diversas fontes que estavam no local indicaram que Efigenia costumava participar das manifestações para inteirar-se dos fatos e informá-los na transmissora. No entanto, não há indícios unívocos de que desta vez ela estava fazendo cobertura jornalística.

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), uma organização que representa 600 mil trabalhadores da imprensa em todo o mundo, une-se a sua afiliada FECOLPER ao reivindicar as autoridades colombianas para realizar uma investigação séria sobre esses eventos que violam a liberdade de expressão e afetam a integridade dos comunicadores envolvidos. Também exorta os funcionários correspondentes a dar conta dos responsáveis materiais e intelectuais  pela morte de Efigenia Vásquez Astudillo.

Com informações da FIJ