Maioria dos jornalistas em assessorias do Rio trabalha mais do que permite...

Maioria dos jornalistas em assessorias do Rio trabalha mais do que permite a lei, revela pesquisa do Sindicato

91

A maioria dos jornalistas em assessorias de imprensa e de comunicação do Rio trabalha além das sete horas diárias permitidas pela lei para a categoria, revela enquete do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) sobre as condições de trabalho e salário nas assessorias da cidade.

Dos 90 jornalistas que responderam ao questionário online entre os dias 13 de abril e 8 de maio, 79,78% disseram trabalhar acima do limite da jornada legal da profissão. Outros 10% afirmaram trabalhar sete horas; 5,62% dizem cumprir expediente de cinco horas diárias e 4,49% trabalham seis horas por dia. A legislação prevê jornada de trabalho diária de cinco horas para jornalistas, com possibilidade de extensão por, no máximo, mais duas horas extras.

Para driblar a lei e fazer o funcionário trabalhar além do permitido, muitas empresas têm evitado contratar o profissional como jornalista com registro profissional – o que obrigaria o cumprimento da jornada legal de cinco horas. Na pesquisa, 66,29% dos trabalhadores informaram não terem sido contratados como jornalistas em seus locais de trabalho. Os cargos descritos em contrato são vários: desde analista de comunicação a executivo de marketing, passando por relações-públicas.

A precarização não para por aí. O levantamento revelou que 45,56% desses jornalistas foram contratados com carteira assinada contra outros 54,45% que trabalham em regime de pessoa jurídica, freelancer, sócio-cotista, cargo comissionado e outras formas de contratação à margem da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

A jornada de trabalho maior e a informalidade no vínculo empregatício, porém, não se traduzem em salários mais altos para estes profissionais. A pesquisa do SJPMRJ concluiu que somente 15,73% dos jornalistas nas assessorias ganha mais do que R$ 7.400 – cerca de oito salários mínimos. A maioria ganha entre R$ 2.600 e R$ 3.400 (16,85%); entre R$ 3.400 e R$ 4.200 (14,61%) e entre R$ 5.800 e R$ 6.600 (13,48%), como mostram os resultados do levantamento.

Fonte: SJPMRJ

Foto: SJPMRJ