Sindicato no Pará repudia violência contra jornalistas durante o Círio de Nazaré

Sindicato no Pará repudia violência contra jornalistas durante o Círio de Nazaré

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O Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor/PA) repudia a forma desrespeitosa, autoritária, e até violenta, com que foram tratados muitos dos profissionais de imprensa do Estado, durante a cobertura de mais um Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém-PA.

Os relatos que chegam ao conhecimento do Sinjor/PA denunciam a forma desumana, discriminatória e preconceituosa com que foram tratados os colegas profissionais da imprensa, que faziam a cobertura desse grandioso evento – manifestação maior de fé do povo paraense.

O Sinjor/PA não podia ficar indiferente e nem inerte diante das agressões sofridas pelos nossos colegas, que declaram terem sido impedidos de ter acesso a determinados espaços, empurrados de forma violenta, em alguns casos com prejuízos materiais. Eles também relatam regalias concedidas a determinadas emissoras no acesso a esses espaços. Citam a obrigatoriedade, durante o Traslado para Ananindeua, de fazerem a cobertura confinados em uma van, enquanto profissionais de outras áreas circulavam com total liberdade de movimento em carros abertos.

É difícil crer, num momento de união do povo paraense, de congraçamento entre os vários segmentos da sociedade, com a inclusão de visitantes e até outros credos e outras culturas, que a categoria que tem por missão informar e levar para o mundo toda beleza do Círio de Nazaré, seja desrespeitada, agredida e excluída.

O Sinjor/PA também cobra dos veículos de comunicação providências no sentido de defender o direito dos seus colaboradores de exercerem suas atividades com as garantias devidas, sendo inadmissível que esses veículos se mantenham silentes diante das denúncias feitas por quem está a seu serviço. Afinal, a quem interessa esse silêncio?

Diante disso, o Sinjor/PA vem a público pedir explicações sobre os fatos aqui narrados, ao mesmo tempo em que solicita urgente reunião com a diretoria da festa para tratar desses assuntos e definir estratégias que tornem mais respeitosas e igualitárias as relações entre jornalistas e organizadores durante a cobertura desta que é uma das maiores festas religiosas do mundo.

Fonte: Sinjor-PA