45 jornalistas e trabalhadores da mídia foram mortos em incidentes relacionados ao trabalho em 2021, diz FIJ

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A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) divulgou, no dia 31 de dezembro,  sua lista anual de jornalistas e trabalhadores da mídia assassinados, mostrando 45 assassinatos durante 2021 em 20 países, contra 65 em 2020.
Desde 1991, de acordo com os números da FIJ, 2.721 jornalistas foram mortos em todo o mundo.

A cifra de 45 representa um dos números mais baixos desde que a FIJ começou a publicar relatórios anuais sobre jornalistas mortos em incidentes relacionados ao trabalho, incluindo assassinatos seletivos, fogo cruzado e bombardeios. A região da Ásia-Pacífico lidera a sombria lista regional com 20 assassinatos , à frente da América (10), África (8), Europa (6) e Oriente Médio e o mundo árabe (um). Um acidente fatal também tirou a vida de dois jornalistas iranianos.

Embora esse declínio seja uma boa notícia, não é um consolo diante da violência contínua que custou a vida de jornalistas em países como Afeganistão (9), México (8), Índia (4) e Paquistão (3).

É também mais uma evidência de uma descoberta recorrente: jornalistas e trabalhadores da mídia são assassinados com mais frequência por denunciarem corrupção, crime e abuso de poder em suas comunidades, cidades e países.

Os riscos associados aos conflitos armados diminuíram nos últimos anos devido à exposição limitada dos profissionais da mídia, que cobrem conflitos armados em menor número. Ao mesmo tempo, as ameaças de domínio por gangues criminosas e cartéis de drogas, das favelas do México às ruas de cidades europeias na Grécia e na Holanda, continuam a aumentar e são a causa de muitos dos assassinatos.

“Esses 45 colegas que perdemos este ano nos lembram do terrível sacrifício que jornalistas de todo o mundo continuam a fazer pelo interesse público, e estamos sempre em dívida com eles e com as milhares de pessoas que pagaram o preço mais alto, disse o secretário-geral da FIJ, Anthony Bellanger.

“A FIJ acredita que a única homenagem adequada à causa pela qual deram suas vidas deve ser a busca incessante por justiça para eles. Por isso continuamos defendendo a adoção de uma nova Convenção das Nações Unidas para a Proteção de Jornalistas, que garantir a responsabilização por assassinatos de jornalistas”, completou Bellanger.