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As entidades abaixo assinadas repudiam, de forma veemente, as agressões praticadas por três empregados do Marketing do jornal O Povo contra os diretores do Sindicato dos Gráficos do Ceará, Juarez Alves e Josenaldo Ferreira, na última sexta-feira (07/01), na Praça do Ferreira. Após o encerramento da celebração pelos 83 anos da empresa, os dirigentes iniciaram panfletagem, quando foram atacados com socos no rosto e nas costas por agressores ainda não identificados.
Ironicamente, os panfletos distribuídos pelos sindicalistas denunciavam casos de violência cometida pelo jornal contra profissionais e dirigentes sindicais, inclusive contra o próprio Juarez, dispensado ilegalmente pelo O Povo por comandar protestos contra a empresa. Funcionários do Marketing também tentaram tomar a máquina fotográfica da ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas no Ceará, Déborah Lima. Repórter de Política do jornal há 13 anos, Déborah foi impedida pelo O Povo de voltar à redação, após o término do mandato, em retaliação à postura combativa do Sindicato. O jornal também demitiu ilegalmente o repórter-fotográfico Evilázio Bezerra, empregado da empresa há 16 anos, após tomar conhecimemnto de que ele se candidatara à diretoria da entidade. Diante da gravidade dos fatos, era esperado que jornal O POVO não só fizesse o registro das agressões, como também adotasse providências no sentido de identificar e punir os agressores. Ao contrário, silenciou. Não pode um jornal, no dia em que completou 83 anos, permancer silente e inerte diante das hostilidades desferidas por seus empregados contra aqueles que denunciavam sua conduta anti-sindical. A passividade e indiferença, caso venham persistir, refletirá algo ainda mais grave: a condescendência do jornal O Povo com a violência! Fortaleza, 11 de janeiro de 2011 Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
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