Desde 2009, quando o STF derrubou a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, a desvalorização profissional, junto com redução de postos formais de trabalho, criou as condições para o avanço de formas precarias de contratação.
Dessa forma, temos hoje uma situação generalizada de precarização do trabalho jornalístico que ameaça não apenas os direitos dos profissionais, mas também a qualidade da informação oferecida à sociedade.
Redações esvaziadas, vínculos frágeis, multifunção, pejotização e ataques à regulamentação profissional comprometem as condições necessárias para o exercício de um jornalismo ético, responsável e de interesse público.
Diante desse quadro, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro realiza no dia 29 de julho o debate “Precarização e violência contra o trabalho dos/das jornalistas”, a partir das 17h30, no auditório João Saldanha, na sede do SJPMRJ – Rua Evaristo da Veiga, 16/17º andar, Cinelândia – Centro da cidade.
O debate terá com nomes como a jornalista e pesquisadora EPCC Fundação Casa Rui Barbosa, Patrícia Maurício; o procurador do Ministério Público do Trabalho, Marcelo José Fernandes da Silva; o jornalista André Muzell; e a secretária-geral da CUT/RJ, Jane Sant’Ana. A mediação caberá à presidente do SJPMRJ, Virgínia Berriel.
No evento será divulgado o resultado da pesquisa promovida pelo Sindicato junto aos jornalistas sobre o uso do kit mojo (Mobile Journalism). O equipamento é cada vez mais usado por jornalistas que trabalham em emissoras de televisão.
Para alguns profissionais, o uso do kit mojo facilita o trabalho remoto. Para outros, a exigência de que uma só pessoa acumule funções de repórter, cinegrafista, editor e operador de transmissão aumenta a sobrecarga e reduz a qualidade, acentuando ainda mais a precarização existente.
A pesquisa tem apresentado dados importantes e reveladores sobre o uso do equipamento nas coberturas diárias para produção da notícia, que serão subsídios importantes para qualificar ainda mais o debate.
O evento reveste-se de extrema importância na luta por melhores condições de trabalho para os/as jornalistas. O que está em jogo hoje é a própria sobrevivência do jornalismo sério, ético e comprometido com a informação isenta e de qualidade, que depende fundamentalmente da valorização do seu principal protagonista: o jornalista.






