Ações da FENAJ em defesa da profissão de Jornalista são divulgadas em audiência da CPI das Fake News no Senado

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Vice-presidente regional Centro-Oeste da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Gésio Passos.Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O vice-presidente regional Centro-Oeste da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Gésio Passos, representou a FENAJ na audiência da CPI das Fake News realizada na tarde da última terça-feira, 03 de dezembro, que ouviu as experiências de cinco jornalistas convidados.

Gésio ressaltou as ações da FENAJ em defesa da profissão de jornalista, situando que a estratégia da desinformação não é nova. Ele apontou, porém, que a ampliação do acesso à internet favoreceu a disseminação das notícias falsas. Na visão de Passos, a desinformação é uma aliada da estratégia de grupos políticos extremistas. Ele lamentou a grande concentração das empresas de comunicação e afirmou que o presidente da República é “um dos principais promotores” da desinformação no país.  Segundo levantamento da Fenaj, Jair Bolsonaro realizou 111 ataques à imprensa desde que assumiu a Presidência.

Gésio Passos também criticou a desregulamentação da profissão de jornalista, prevista na Medida Provisória (MP) 905/2019, em análise no Congresso. Para Passos, com a falta de regulamentação, a qualidade profissional do jornalista pode cair e a falta de cuidado ético com a veracidade da notícia pode prosperar. Ele disse que a solução para o problema passa pelo fortalecimento da democracia, inclusive nos meios de comunicação.

— Temos hoje um problema estruturante. A falta de diversidade das mídias compromete o acesso à informação. Assim, a população fica refém da espetacularização da notícia e fica mais fácil a disseminação das fake news — alertou Passos.

Com informações da Agência Senado

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