A luta dos jornalistas por melhores salários e condições de trabalho prossegue por todo o país. No Rio, a categoria decide nesta terça se aceita a contra proposta patronal ou se vai a dissídio e dia 19 os ex-funcionários da Bloch Editores voltam a se reunir. No Tocantins, a categoria busca a intermediação da DRT para avançar em sua campanha salarial. E no Ceará o Ministério Público do Trabalho cobra explicações do jornal O Povo por descumprimento de direitos dos jornalistas.
Jornalistas do Rio têm assembléia decisiva
Os jornalistas de Rádio e TV do Rio de Janeiro decidem, neste terça-feira (16/05), em assembléia geral na sede do Sindicato, se aceitam a contraproposta dos patrões ou se vão a dissídio. Em processo de negociação desde fevereiro, a categoria presenciou sucessivos movimentos de desvalorização com propostas rebaixadas dos empresários de comunicação. Na última negociação, eles ampliaram a proposta de reajuste de 4,85% para 4,86% e propuseram o auxílio creche de R$ 150,00 também nas empresas com mais de 15 jornalistas mulheres (atualmente o benefício só é concedido nas empresas com mais de 30 mulheres). A assembléia será às 21h.
Ex-funcionários da Bloch também se reúnem
Na próxima sexta-feira (19/5), às 10h, os ex-funcionários da _loch Editores têm nova assembléia geral na sede do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio. Buscando na justiça o pagamento de verbas trabalhistas que a empresa lhes negou, eles discutirão o andamento das ações trabalhistas, o pagamento de uma parcela das dívidas e os leilões de imóveis da Massa Falida que a justiça vem promovendo.
DRT busca mediação no Tocantins
Os jornalistas do Tocantins tiveram, no dia 10 de maio, a primeira rodada de negociações mediada pela Delegacia Regional do Trabalho. A categoria reivindica reajuste salarial de 16%, piso salarial de R$ 1.500,00 e seguro de viagem de 20 pisos salariais, mas as empresas não apresentaram contra-proposta, demonstrando não estarem dispostas a um acordo.
Jornal O Povo é convocado a dar explicações
No dia 11 de maio o Ministério Público do Trabalho do Ceará convocou a direção do jornal O POVO a dar explicações sobre a limitação do acesso dos diretores do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) à empresa, o pagamento de horas extras aos jornalistas em valores inferiores ao estipulado e sobre o descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela empresa no dia 11 de janeiro. A iniciativa deve-se à representação feita pelo Sindicato contra a empresa.






