Ataques a jornalistas não podem ser normalizados

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A violência contra jornalistas, que se tornou uma criminosa rotina nos últimos quatro anos sob o governo de Jair Bolsonaro, fez mais vítimas na tarde da quinta-feira, 17/11, com o show de horrores promovido pela defensora pública aposentada Cláudia Alvarim Barrozo. Processada por injúria racial contra dois entregadores, Claudia e sua filha agrediram os repórteres Erick Rianelli, da TV Globo, e Raoni Alves, do G1, que faziam a cobertura da audiência de instrução e julgamento do caso, no Fórum de Niterói.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) prestam sua solidariedade aos dois colegas agredidos e reafirmam que continuarão denunciando todo e qualquer ataque aos profissionais de imprensa e as tentativas de cerceamento do trabalho jornalístico. Essas atitudes não podem ser normalizadas e têm que ser punidas.

O Brasil deu sua resposta ao clima de ódio e intolerância no dia 30 de outubro. O resultado das urnas demonstra a escolha da maioria do povo brasileiro pela democracia, o respeito à liberdade e à diversidade. Que as autoridades em todos os níveis se unam para punir exemplarmente os que insistem em apostar na violência, na intolerância e no golpe. O SJPMRJ e a FENAJ estão à disposição dos profissionais para as medidas cabíveis.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro – SJPMRJ

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ