As campanhas salariais dos jornalistas do RS e PE têm novidades para esta semana. Numa a categoria decide se aceita contra-proposta patronal. Na outra a campanha é iniciada com a aprovação da pauta de reivindicações. Veja, também, informações sobre a eleição para o Sindicato de SC e a nota de desagravo lançada pelo Sindicato do MT em defesa de uma colega.
No RS jornalistas decidem se aceitam proposta patronal
Os jornalistas do Rio Grande do Sul têm assembléia decisiva sobre os rumos de sua campanha salarial nesta quinta-feira (14/08), às 19h30. Os Sindicatos das Empresas de Jornais e Revistas e de Radiodifusão propõem um reajuste de 6,64% – INPC de um ano, mais um aumento real de 1% para o piso na Capital e de 2% para o Interior. A reivindicação original dos jornalistas é um piso único de R$ 1.600. Para os diretores do Sindicato a proposta patronal piso diferenciado e compensação de horas extras é um retrocesso.
Jornalistas de PE definem pauta da campanha salarial 2008
Com data-base em agosto, o Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco desencadeou, nesta segunda-feira (11/08), a campanha salarial 2008. Foram duas assembléias gerais, a primeira às 12h30, com o segmento de jornais, revistas e impressos jornalísticos, e a outra às 19h30, para os jornalistas de Rádio e TV. As reivindicações serão encaminhadas aos patrões e a expectativa é de que as negociações sejam iniciadas na segunda quinzena deste mês.
“Sindicato Forte é Sindicato Presente” vence eleição em SC
A Chapa “Sindicato Forte é Sindicato Presente”, presidida por Rubens Lunge, foi eleita na quarta-feira passada (06/08) com 161 votos para dirigir o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina para a gestão 2008-2011. A eleição teve participação de 173 jornalistas associados à entidade, sendo computados ainda sete votos nulos e cinco brancos. O quadro apontou 74 votantes em Florianópolis, 16 em Joinville e 15 em Blumenau e outros 15 em Criciúma, com os demais distribuídos em outros municípios catarinenses. Rubens Lunge também é diretor da FENAJ.
Sindicato do MT condena atitude de colégio particular contra jornalista
Em nota de desagravo lançada nesta segunda-feira (11/08), o Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso defendeu a jornalista Andréia Medeiros, que teve sua imagem exposta em nota publicitária e panfleto distribuído pela empresa Colégio Isaac Newton (CIN). O Sindicato atribui a ação da empresa ao fato da jornalista ter produzido matéria publicada na imprensa apontando que o CIN vive dificuldades financeiras e corre o risco de fechar. Para o Sindicato, a ação da empresa contra a jornalista foi uma vingança e não uma resposta à sociedade. Veja, a seguir, a íntegra do documento.
NOTA DE DESAGRAVO
O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) vem a público se manifestar em defesa da jornalista Andréia Medeiros, DRT 1.395/MT (data de emissão: 29 de janeiro de 2008), sindicalizada (matrícula sindical 870), portadora da carteira profissional de jornalista da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), cédula 84535, cuja imagem vem sendo exposta, por meio de nota publicitária, veiculada na imprensa, e panfletos distribuídos na rua, pela empresa Colégio Isaac Newton (CIN).
O Sindjor informa que não tramita qualquer denúncia contra esta jornalista na Comissão de Ética do Sindicato. E que jamais tramitou.
A jornalista fez matéria, publicada pelo jornal Folha do Estado, onde ela trabalha, no dia 31 de julho, com informações judiciais oficiais e do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Sintrae), dando conta que, por motivos financeiros, o CIN corre o risco de fechar as portas, sem que nem os cerca de 300 professores contratados pela empresa, nem os pais dos 4 mil alunos matriculados na escola, tenham conhecimento formal disso. E garante ter feito a matéria por entender que ela é de interesse público.
A jornalista, que já se articula para processar a empresa CIN, informa que tomou todos os cuidados necessários na produção da matéria e que ouviu por cerca de duas horas representantes do CIN, em uma reunião tensa. A jornalista diz ainda que, nesta ocasião, eles não desmentiram os fatos e não responderam aos questionamentos feitos pela jornalista em relação ao processo judicial. Limitaram-se a enviar uma nota ressaltando a história da empresa e as pretensões futuras de investimentos como a abertura de uma escola-shopping, trecho usado pela repórter no texto.
O Sindjor lembra que jornalista é trabalhador e que a repórter Andréia ao fazer a matéria estava apenas cumprindo sua função: a de bem informar. Ressalta que sabe que todo trabalhador é passível de erro, mas no caso em questão discorda do entendimento do CIN, pois o processo encontra-se no Tribunal de Justiça e é público, considerando que não houve erro na apuração. E ainda repudia a atitude da empresa ao fazer informes publicitários que levam o leitor ao erro.
O texto panfletário desqualifica a profissional, dando a ela responsabilidade inclusive pelo título da matéria, o que não é atribuição da função de repórter, o que torna a ação da empresa uma “vingança” e não uma resposta à sociedade.