Paralelamente aos movimentos das campanhas salariais dos jornalistas, os Sindicatos da categoria vêm travando uma batalha política e judicial contra demissões imotivadas. Em São Paulo, o Sindicato dos Jornalistas recorreu à Justiça do Trabalho contra o processo de demissão em massa no Estadão. Já no estado do Rio de Janeiro, a entidade representativa da categoria repudiou as demissões na Band TV. Acompanhe, também, informações sobre as campanhas salariais no município do Rio de Janeiro e no Ceará.
Em audiência realizada nesta quinta-feira (11/4) os magistrados do TRT propuseram a abertura de negociações entre a direção do Jornal O Estado de São Paulo, que demitiu 31 profissionais, e o Sindicato dos Jornalistas. O desembargador Davi Furtado Meirelles e a juíza Patrícia Therezinha de Toledo encaminharam proposta conciliatória que prevê, ao invés das 31 dispensas, plano de desligamento voluntário (PDV) onde o Estadão poderá vetar qualquer um dos candidatos voluntários e, caso não seja atingido este número (31), a empresa poderá complementar com sua livre escolha.
A proposta do TRT prevê, ainda, uma indenização extra ao trabalhador correspondente a um salário por ano de casa ou 5 salários nominais a cada jornalista que optar pelo PDV; manutenção por seis meses de plano de saúde; estabilidade no emprego de 6 meses para os demais jornalistas da empresa e também permissão ao SJSP para realização de assembleias.
Nesta sexta-feira os trabalhadores analisam a proposta em assembleia geral e nova audiência no TRT está marcada para as 13 horas de segunda-feira (15/4).
Band faz demissão em massa no interior fluminense
Em nota emitida no dia 5 de abril, o Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro repudiou as 30 demissões da TV Bandeirantes em sua afiliada de Barra Mansa. A emissora se limitará a retransmitir o sinal gerado pela Bandeirantes no Rio de Janeiro. Somente duas equipes de jornalismo deverão ser mantidas, uma em Barra Mansa e outra em região do estado ainda a ser definida, já que o sinal de Barra Mansa é transmitido para todo o território do interior fluminense. A diretoria da entidade está buscando junto à direção da Band uma alternativa às demissões.
No Ceará categoria discute estado de greve para retomar negociações
O Sindicato dos Jornalistas do Ceará prepara um cronograma de um cronograma de mobilização e instalação do estado de greve para os jornalistas que atuam em veículos impressos. A proposta, incluindo uma consulta so bre o estado de greve, será submetida em assembleias por local de trabalho.
Desde setembro do ano passado o Sindicato dos Jornalistas vem buscando a celebração de Convenção Coletiva de Trabalho. O último encontro para negociação salarial foi em janeiro de 2013. Mas o Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Ceará (Sindjornais) interrompeu as negociações, oferecendo apenas 6,39% de correção salarial.
Jornalistas do Rio obtêm vitória no acordo de TV e rádio
Os jornalistas cariocas fecharam a convenção coletiva 2013 de rádio e TV com duas conquistas fundamentais: ganho real – acima da inflação – nos salários e cláusula que garante pagamento dobrado dos feriados trabalhados. O reajuste salarial foi de 7% (6,63% do INPC mais 0,37% de aumento real).
Quanto à participação dos lucros ou resultados (PLR) a ser paga aos empregados, os valores com o reajuste ficaram da seguinte forma: empresas com até 15 jornalistas a PLR é de 20%, mínimo de R$ 509,00 e máximo de R$ 996,00; veículos que tenham de 16 a 150 jornalistas, o índice é de 27%, com mínimo de R$ 835,00 e máximo de R$ 1.434,00. Já as empresas com mais de 150 jornalistas, a PLR é de 40%, com mínimo de R$ 1.263,00 e máximo de R$ 5.581,00.
As negociações para o segmento de jornal e revista ainda não foram concluídas.






