Dia de Luta das Mulheres Jornalistas denuncia violência de gênero e ataques às profissionais

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As jornalistas brasileiras vestiram-se da cor do feminismo na segunda-feira, 9 de março, marcando o Dia de Luta das Mulheres Jornalistas – contra os assédios moral e sexual e os ataques machistas, sexistas e misóginos às profissionais da carreira. De norte a sul do país, os Sindicatos de Jornalistas e os coletivos de mulheres promoveram atividades e ações de mobilização, nos locais de trabalho e nas redes sociais, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a violência específica enfrentada pelas trabalhadoras da categoria.

“Nosso dia de luta marca o engajamento das profissionais do jornalismo brasileiro contra uma série de violações à nossa condição de gênero no exercício profissional. Não podemos naturalizar a escalada de ataques machistas e sexistas contra nenhuma trabalhadora, muito menos contra a mulher jornalista, cujo trabalho de natureza social é fundamental para a democracia”, afirma Samira de Castro, segunda vice-presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e integrante da Comissão de Mulheres da entidade.

Até o fim de março, as entidades representativas da categoria realizarão atividades nos estados e municípios em alusão ao Mês da Mulher. As programações incluem debates, aulas públicas e rodas de conversa, numa ação coletiva orientada pela Comissão de Mulheres da FENAJ, que é integrada com 21 jornalistas, representando 19 Sindicatos. “A organização coletiva é a saída para vencermos não só a exploração do trabalho como todo e qualquer tipo de preconceito que persiste contra a mulher na sociedade”, comenta Castro.

Confira algumas das atividades do Dia de Luta das Mulheres Jornalistas:

Amazonas – Segunda-feira, 9 de março, foi noite de sororidade, esperança e luta no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas. Reunidas, as mulheres realizaram uma roda de conversa “A mulher jornalista diante dos ataques e violações à liberdade de imprensa e ao exercício profissional”, marcando o Dia de Luta das Mulheres Jornalistas. Entre os encaminhamentos está a criação da Comissão da Mulher Jornalista no Amazonas.

Bahia – A Comissão de Mulheres do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) iniciou um calendário de visitas aos veículos de comunicação e assessorias para entrega de folders, brindes e um bate-papo com as jornalistas. Nas redes sociais, as baianas deram o recado, indo trabalhar de roxo. No dia 20 de março será realizada a roda de conversa “Mulher Jornalista: a pauta é você”, na Arena Fonte Nova, a partir das 14h. Profissionais conhecidas do jornalismo baiano já confirmaram presença, como Malu Fontes, Helô Sampaio, Suzana Barbosa, Nardele Gomes, Cintia Kelly, Carmela Talento, Suely Temporal, Carla Araújo e Einar Lima. O evento contará ainda com atividades de relaxamento, sorteios de vouchers para atendimentos terapêuticos e um tour pela Arena.

Paraíba – O Dia de Luta das Mulheres Jornalistas foi de visita às redações dos veículos de comunicação na Paraíba. Os representantes do Sindicato dos Jornalistas do Estado aproveitaram para convidar a categoria para a roda de conversa “O machismo na mídia e nas redações”, que acontecerá no dia 14 de março (sábado), no auditório da entidade, tendo como debatedoras Cláudia Carvalho (diretora do Sindicato), Sandra Moura (professora de Jornalismo) e Angelina Oliveira (produtora da TV Cidade).

Paraná – Profissionais da imprensa de Ponta Grossa/PR participaram, na manhã da segunda-feira (9/03), de uma mesa de diálogo no evento ”Dia de Luta das Mulheres Jornalistas”, realizado no Miniauditório do Bloco B, do Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O encontro foi organizado pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná (SindijorPR), em parceria com a FENAJ.

Piauí – Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, as jornalistas do município de Picos/PI reuniram-se para um café da manhã na segunda-feira (09/03). O encontro aconteceu no restaurante do Picos Hotel. Na ocasião, encontravam-se profissionais das áreas do rádio, portal, TV, Assessoria de Comunicação e do ensino. O grupo de Jornalistas que atua na região usava uma camiseta com a frase “Lute como uma jornalista”. Nas redações de Teresina, capital do Estado, foi massiva a utilização da camiseta pelas jornalistas em seus locais de trabalho. O jornal o Dia dedicou uma página de sua versão impressa para a campanha da Comissão de Mulheres da FENAJ.

Rio de Janeiro – Jornalistas ligados aos Sindicatos da categoria no Município e no Estado do Rio de Janeiro participaram da manifestação pelo Dia Internacional da Mulher, realizada nesta segunda-feira (09/03) no Centro do Rio. Segundo a organização, mais de 100 entidades de mulheres participavam do ato. Os participantes, que marcharam da Candelária à Cinelândia, pediram respeito às mulheres, defesa da democracia, combate à violência e preservação dos direitos garantidos por lei a todos os cidadãos. As representações dos jornalistas levaram cartazes com dados da campanha da FENAJ sobre a mulher jornalista no mercado de trabalho e vestiam a camisa “Lute como uma jornalista”.

Rio Grande do Norte – A exibição do documentário “Mulheres jornalistas – histórias, memórias e vidas”, de Edileusa Martins de Oliveira, trouxe o debate sobre os desafios das mulheres no exercício da profissão em Natal/RN. O evento aconteceu na noite da segunda-feira (09/03), no Abayomi Espaços Compartilhados. Durante a conversa, mediada pela diretora da FENAJ, Ana Paula Costa, as falas reforçaram a urgência no combate a relações de poder abusivas e preconceitos. Para as presentes, a sociedade, incluindo o jornalismo, vivenciam um novo momento marcado por ataques a direitos e à democracia, que atingem especialmente às mulheres e exige rigorosa vigilância e reação.

Rio Grande do Sul – A jornada de luta para celebrar o 8 de Março em Porto Alegre/RS continuou na segunda-feira (09/03). A Marcha das Mulheres reuniu milhares nas ruas da capital gaúcha, lutando por justiça e democracia e contra os governos neoliberais de Bolsonaro, Eduardo Leite e Marchezan, que estão atacando direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, enquanto a violência contra as mulheres não para de aumentar. As jornalistas também integraram o ato na Esquita Democrática com cartazes e camisetas “Lute como uma jornalista”, organizadas pelo Sindicato da categoria no Estado.