Em Minas jornalistas farão manifestações para reabrir negociações da campanha salarial

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minas_internaJornalistas do “Estado de Minas” e do “Aqui” farão manifestações diárias na portaria da empresa para cobrar a continuidade às negociações da Campanha Salarial 2012. A estratégia foi aprovada em assembleia geral realizada nesta quinta-feira (28). Acompanhe, também, o repúdio do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte a uma nota da Amarn desmerecendo dois profissionais e a cobrança de explicações do Sindicato do Ceará e da FENAJ à Assembleia Legislativa do Ceará sobre a suposta censura praticada pela TV Assembleia contra a prefeita de Fortaleza, a jornalista Luizianne Lins.

Em Minas Gerais, além de não darem continuidade às negociações, contrapondo a reivindicação dos jornalistas de reajuste de 14%, os patrões ofereceram apenas 6% para quem ganha o piso salarial e 5% para as demais faixas salariais. Além da contraproposta mesquinha, no “Estado de Minas” e “Aqui” a empresa ainda recorreu à prática antissindical de não permitir o acesso de dirigentes do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais à redação. A resposta dos jornalistas foi imediata: interromperam as atividades e a assembleia que deliberou por manifestações diárias foi realizada na portaria da empresa.

Sindicato do Rio Grande do Norte repudia nota da Amarn
Em nota emitida no dia 26 de junho, o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte repudiou nota publicada pelo vice-presidente da Associação dos Magistrados do estado (Amarn), Marcelo Pinto Varella, desmerecendo o trabalho e atacando os jornalistas Ricardo Rosado e Thaísa Galvão. No documento o Sindicato registrou que “repudia qualquer ataque ao exercício da profissão, às fontes e aos profissionais Thaísa Galvão e Ricardo Rosado, professor universitário e ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas que há 40 anos atua com imparcialidade e ética”. A reação da entidade foi motivada pelo fato da nota da AMARN considerar que, em seus blogs, os jornalistas agiram “com interesses estritamente particulares” ao apontarem ingerência político-partidária na indicação da médica pediatra Maria de Lourdes Mota, esposa do juiz Geraldo Mota, para ocupar cargo de confiança na prefeitura de Parnamirim.

Entidades cobram explicações da Assembleia do CE sobre suposta censura
Em nota emitida no dia 21 de junho, o Sindicato dos Jornalistas do Ceará e a FENAJ cobraram explicações da Assembleia Legislativa do estado sobre a suposta censura a que teria sido submetida a prefeita de Fortaleza, jornalista e professora Luizianne Lins (PT), pela TV Assembleia. A emissora pública “saiu do ar” e deixou de veicular ao vivo, na noite do último dia 18, o programa da TV O Povo “Jogo Político”, no qual o jornalista Fábio Campos entrevistou a Chefe do Executivo Municipal da capital cearense. “No entanto, para evitar pré-julgamentos, faz-se necessário cobrar explicações públicas da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará sobre as circunstâncias e as motivações do impedimento, naquele momento, da liberdade de expressão da prefeita, do pleno exercício profissional do jornalista Fábio Campos e do direito à informação dos telespectadores da TV Assembleia”, registrou o documento.

Com informações dos Sindicatos dos Jornalistas de Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Ceará