Entidades lançam carta aos órgãos de segurança e autoridades de MS

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Em nota emitida no dia 16 de fevereiro, os Sindicatos dos Jornalistas do Mato Grosso do Sul, da Região da Grande Dourados e a direção da FENAJ reivindicaram aos órgãos de segurança pública de Mato Grosso do Sul o empenho e precisão na investigação sobre o assassinato do jornalista Paulo Rocaro, ocorrido dia 12 de fevereiro. Acompanhe, também, informações sobre a agressão verbal de um deputado do Tocantins contra uma jornalista e uma ameaça dissimulada de morte a um profissional no Maranhão.

“A violência fragilizou todo o jornalismo de Ponta Porã, da região de fronteira, do Estado de Mato Grosso do Sul e do Brasil. A repercussão do crime é internacional, todos repudiando a situação e considerando uma agressão a liberdade de expressão do pensamento e informação, consagrada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos”, diz a carta aberta lançada pelas entidades representativas dos jornalistas no Mato Grosso do Sul. As entidades querem que todas as hipóteses sobre a motivação do crime sejam consideradas, já que Paulo Rocaro foi policial civil, escritor, presidente do Clube de Imprensa de Ponta Porã e, sobretudo, jornalista por mais de 30 anos, “período em que denunciou fatos que prejudicaram os mais diversos interesses de criminosos do poder oficial e paralelo da região”.

Deputado do Tocantins agride jornalista em pronunciamento
O Sindicato dos Jornalistas do Tocantins repudiou, em nota emitida no dia 7 de fevereiro, o pronunciamento proferido na Tribuna da Assembleia Legislativa do Estado, naquele dia, pelo deputado estadual Stálin Bucar, contra a jornalista Roberta Tum, Diretora do Portal Roberta Tum. O parlamentar atacou verbalmente a jornalista após publicação de matérias sobre a Operação Inconfidente, que citam seu filho Stálin Júnior entre os investigados. “Ao se referir a um erro de informação em matéria jornalística publicada pelo Site Roberta Tum – prontamente corrigido pelo veículo – o deputado Stálin Bucar adotou termos extremos, discriminatórios, num ataque pessoal faltando com o respeito à cidadã, à jornalista e à pessoa humana, atitudes inaceitáveis por parte de um representante popular”, protestou a entidade.

Sindicato do Maranhão denuncia ameaça de morte dissimulada
Após uma dissimulada ameaça de morte feita pelo ex-prefeito de Caxias (MA) e ex-deputado federal, Paulo Marinho, contra o jornalista Jotônio Viana, correspondente do matutino Jornal Pequeno, o Sindicato dos Jornalistas do Maranhão, “por não compactuarmos com a predominância e resquício do período e época do cangaço nordestino”, emitiu nota pública no dia 10 de fevereiro denunciando o fato e orientando o jornalista a buscar medidas preventivas à sua segurança.