A lista a seguir documenta os incidentes registrados pela FIJ e suas afiliadas durante a Copa do Mundo de 2026, de 11 de junho a 19 de julho.
No dia 11 de junho, Karine Alves, jornalista da TV Globo, denunciou ter recebido tratamento discriminatório nos controles de imigração dos EUA ao entrar no país para cobrir a Copa do Mundo. Durante uma participação no programa Bom Dia Brasil, Alves relatou como foi retirada da fila normal da imigração, tratada com grosseria por agentes americanos e submetida a revistas, incluindo a verificação de seu cabelo. A jornalista enfatizou que essas medidas eram aplicadas apenas a pessoas negras que entravam no país.
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) condenou o incidente e exigiu que sejam tomadas medidas contra quaisquer restrições ou limitações ao trabalho jornalístico durante a Copa do Mundo.
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) alertou para as ameaças à liberdade de imprensa, as restrições de vistos para jornalistas e o sexismo e a discriminação que afetam os profissionais da mídia que cobrem o torneio; e reitera que os profissionais da mídia devem poder reportar sem impedimentos.
A presidente da FIJ, Zuliana Lainez, afirmou: “Estamos acompanhando de perto qualquer violação dos direitos de jornalistas e profissionais da mídia durante a Copa do Mundo. Todos os profissionais da mídia têm o direito de exercer seu trabalho em condições de segurança, dignidade e igualdade, livres de qualquer forma de discriminação com base em raça, gênero ou nacionalidade. O respeito à liberdade de imprensa e aos direitos dos profissionais da mídia deve ser mantido em todos os momentos durante o torneio.”







