FIJ defende medidas para reforçar a presença das mulheres na informação

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Em manifestação alusiva ao Dia Internacional da Mulher, a Federação Internacional dos Jornalistas lamentou a baixa proporção de acesso das mulheres aos cargos de gestão na mídia. No dia 8 de março, no Bahrein, a entidade apresentou um estudo sobre a participação das mulheres em cargos de direção em veículos de comunicação no Oriente Médio e no mundo árabe. A Federação defende que os meios de comunicação promovam maior equidade de gênero tanto entre os profissionais do jornalismo como nos temas tratados nas notícias.

Segundo o estudo da FIJ, cujos resultados serão divulgados para as entidades associadas, o aumento do número de estudantes universitários do sexo feminino em escolas de Jornalismo no Oriente Médio e no mundo árabe esconde a regressão existente no acesso a posições de liderança nas redações e sindicatos de jornalistas.

“É uma situação lamentável”, disse, indignado, Aidan White, secretário-geral da FIJ. “Em todo o mundo, as organizações e meios de comunicação ainda são dominadas por homens. As mulheres devem ter acesso a lugares de decisão de forma eqüitativa”, completou, avaliando que, à medida que esta mudança ocorra, haverá uma alteração significativa no produção de informações e no tratamento aos profissionais de mídia.

A FIJ também lamenta a falta de visibilidade das mulheres na informação. Os resultados preliminares de seu Projeto Global de Monitoramento Media (GMMP, na sigla em inglês) – estudo que avaliou a presença de mulheres nas informações – indicam que as mulheres não estão presentes em 24% das notícias, o que contribui para uma invisibilidade feminina no tratamento das informações.

“Estes resultados são um desastre”, disse White, “e nós devemos fazer o esforço necessário para apresentar uma imagem objetiva dos sexos nas informações. Porque isso não é anedóta. Temos que levar isso a sério. Não podemos continuar a ignorar as necessidades de metade da população mundial”, defendeu.

A FIJ comprometeu-se a divulgar amplamente os resultados de GMMP de envolver os sindicatos de jornalistas e redações neste debate. A FIJ pretende promover a igualdade de gênero nos programas de formação dos jornalistas profissionais.

Com informações do site da Fepalc